A Polícia Militar prendeu nesta terça-feira (13) Diego Felipe de Jesus, conhecido pelo apelido de Feijão. Ele foi condenado a 11 anos de prisão pela tentativa de assassinato de Clóvis Schuartz Henriques de Souza Neves, ocorrida em 2018. A sentença também inclui o crime de promover tumulto ou incentivar a violência. O mandado de prisão foi cumprido porque o processo transitou em julgado, o que significa que não existem mais chances de apresentar recursos contra a decisão. O homem já havia sido preso em agosto de 2020, mas recebeu o direito de aguardar o fim do processo em liberdade após o julgamento realizado em março de 2023. Uma audiência de custódia foi marcada para a manhã desta quarta-feira (14).
O crime aconteceu no dia 4 de março de 2018, entre a avenida Amazonas e a rua Cura D’Ars, no Centro de Belo Horizonte, depois de uma partida entre Cruzeiro e Atlético-MG. Naquela data, integrantes da torcida organizada Galoucura agrediram Clóvis com socos, chutes e pauladas. A vítima, que fazia parte da torcida Máfia Azul, sobreviveu aos ferimentos. O Ministério Público informou que o confronto entre os grupos já era esperado e que a polícia havia sido chamada anteriormente para conter confusões em outro ponto da cidade envolvendo os mesmos grupos.
De acordo com a acusação do Ministério Público, o crime teve motivo fútil, pois aconteceu apenas porque a vítima torcia para o time rival. A denúncia aponta que os agressores usaram meio cruel, causando sofrimento intenso por meio de golpes seguidos com pedaços de madeira. Além disso, a promotoria destacou que a vítima estava sozinha e desarmada, o que dificultou qualquer chance de defesa. O órgão também afirmou que os envolvidos se reuniram com a finalidade de praticar atos violentos. Além de Diego, outros três homens identificados como Marcos Vinícius Oliveira de Melo, Alan Betti Cardoso e Renato Concórdia da Silva também foram denunciados e considerados culpados pela justiça.






