Um homem foi condenado a uma pena superior a 64 anos de prisão por tentativa de homicídio contra sua companheira e o filho de sete meses, após incendiar as vítimas em Lavras, município localizado no Sul de Minas Gerais. A sentença foi proferida na última quinta-feira, dia 8 de outubro, ao final de um julgamento que durou aproximadamente 12 horas.
De acordo com informações do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o crime ocorreu em 21 de setembro de 2025, durante uma discussão entre o réu e a vítima. As investigações revelam que, durante o conflito, o homem despejou etanol sobre a companheira, que segurava o filho no colo, e utilizou um isqueiro para iniciar as chamas. O ato resultou em queimaduras na mulher e na criança, que sofreram ferimentos de gravidade, embora o crime não tenha se consumado totalmente devido à intervenção rápida de terceiros e ao socorro médico imediato às vítimas.
O Ministério Público destacou que o fato ocorreu em um momento de alta tensão no relacionamento do casal, o que agravou a gravidade do ato. A ação do réu foi considerada uma tentativa de homicídio qualificado, levando em conta a violência e o uso de substância inflamável contra uma mulher e uma criança indefesa. Ainda segundo o órgão, as investigações também apontam que o crime foi motivado por conflitos pessoais, embora detalhes específicos sobre as razões não tenham sido divulgados.
Após o julgamento, a Justiça determinou a manutenção da prisão preventiva do réu até que eventuais recursos sejam analisados pela defesa. Além disso, foi fixada uma indenização mínima de 50 salários mínimos, correspondente a valores de danos morais e materiais causados à mãe e ao bebê, como forma de reparação pelos prejuízos sofridos. A decisão judicial também declarou o réu incapaz de exercer o poder familiar sobre o filho, reforçando a gravidade do ato cometido.
A condenação ocorre em um contexto de maior atenção às questões de violência doméstica e tentativa de homicídio no estado de Minas Gerais, reforçando a responsabilidade da Justiça na punição de crimes que envolvem vulneráveis. A sentença serve como um alerta sobre a necessidade de medidas preventivas e de proteção às vítimas de violência familiar, especialmente em casos que envolvem crianças e mulheres em situação de risco.








