A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) indiciou Alisson Miranda Pedrosa pelo homicídio da esposa, Silvani Paullino, ocorrido em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O crime, que resultou na morte da manicure, foi cometido na manhã do dia 17 de agosto, dentro do salão de beleza onde ela trabalhava, localizado em uma estrutura adaptada na residência do casal. Alisson foi acusado de feminicídio agravado e porte ilegal de arma de fogo após ser preso na cidade de Conselheiro Lafaiete, na Região Central de Minas, no dia seguinte ao homicídio.
Segundo as investigações, o suspeito, que permanece preso, foi reconhecido por testemunhas mesmo usando uma balaclava na ocasião do crime. O delegado Ítalo Almeida, responsável pelo caso na Delegacia de Homicídios de Contagem, explicou que o homicídio ocorreu na presença da filha do casal, uma adolescente de 17 anos, que testemunhou toda a cena. De acordo com o delegado, Alisson chegou ao local com a face coberta, apagou as luzes do salão e efetuou vários disparos contra Silvani, sem qualquer questionamento ou discussão prévia. Após os tiros, ele fugiu do local em um Fiat Siena, veículo que foi localizado com a arma utilizada no crime no porta-malas.
A prisão de Alisson foi efetuada na manhã do dia seguinte ao homicídio, após uma denúncia que levou os policiais até Conselheiro Lafaiete. Durante o interrogatório, o suspeito confessou o crime, alegando que, na manhã do dia do homicídio, teria visto uma mensagem no celular de Silvani que despertou ciúmes nele. Segundo o delegado, Alisson afirmou que passou o dia remoendo esse episódio e, ao retornar para casa, decidiu cometer o homicídio, sem qualquer diálogo ou discussão prévia. A arma de fogo, de calibre restrito, foi adquirida por ele há aproximadamente dois anos, e a investigação revelou que ela foi roubada em um furto ocorrido na mesma região de Contagem.
O delegado Ítalo Almeida destacou que não há justificativa para o crime, reforçando que o relacionamento do casal não apresentava histórico de violência ou medidas protetivas. Testemunhas afirmaram que desconheciam qualquer agressão por parte de Silvani à época do homicídio. A tragédia, segundo ele, parece ter sido motivada por uma crise de ciúmes, considerada por ele como um motivo banal para um ato tão grave.
Silvani e Alisson estavam casados há 17 anos e tinham três filhos. A filha mais velha, de 17 anos, que presenciou o assassinato, descreveu a cena como uma tragédia “muito absurda e inaceitável”. O pai de Silvani, Valdir Oliveira de Amorim, confirmou que a filha vinha manifestando a intenção de terminar o relacionamento, alegando que, ao longo do tempo, Alisson não desempenhava o papel de um bom pai ou de um parceiro adequado, o que agravou a situação familiar. O episódio evidencia a gravidade do feminicídio, que reforça a necessidade de atenção às questões de violência doméstica, mesmo na ausência de registros anteriores de agressões.







