A 2ª Vara Criminal da comarca de Belo Horizonte indeferiu, nesta quinta-feira (6), o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Paola Stefany Neto, a diarista que confessou ter assassinado o casal de idosos Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Atala Inácio, de 76 anos. O crime, ocorrido no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital mineira, no dia 29 de junho, gerou grande repercussão devido à brutalidade e às circunstâncias que envolveram a ação.
A decisão judicial levou em consideração a gravidade do delito cometido pela ré, destacando que Paola teria se aproveitado da vulnerabilidade das vítimas para cometer o homicídio de forma violenta. Segundo o entendimento do tribunal, a diarista não apresentou motivos que justificassem a concessão de liberdade provisória, sobretudo pelo fato de ela ter se utilizado de extrema violência e de ter subtraído bens pessoais dos idosos, como celulares, joias e relógios, durante o ato criminoso. A medida visa garantir a ordem pública e a investigação, além de evitar risco à sociedade e às vítimas potenciais.
A defesa de Paola Stefany Neto informou que irá recorrer da decisão e pretende protocolar um novo pedido de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), na tentativa de reverter a negativa. No entanto, até o momento, a Justiça manteve a prisão preventiva da acusada, que permanece à disposição da Justiça.
O crime ocorreu no primeiro dia de trabalho de Paola na residência do casal, após ela ter sido indicada por um primo de Maria Clotilde para realizar serviços domésticos. Conforme apurado, durante o almoço, a diarista utilizou comprimidos de Clonazepam, que misturou ao suco, dopando as vítimas. Aproveitando-se do estado de vulnerabilidade, ela desferiu diversas facadas no casal, culminando na morte de ambos. Após o ato, Paola tomou banho, trocou de roupa e saiu para negociar os bens roubados no centro de Belo Horizonte.
A prisão da suspeita foi efetuada em um hotel localizado em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, na manhã do dia 1º de julho, dois dias após o crime. A acusada foi detida por equipes policiais e encaminhada para a delegacia, onde permaneceu à disposição da Justiça.
Na última quarta-feira (29), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia contra Paola Stefany Neto, formalizando a acusação de duplo latrocínio — roubo seguido de morte — com agravantes de uso de meio cruel, recurso que dificultou a defesa das vítimas, e por ter sido praticado contra pessoas idosas. A denúncia reforça a gravidade do crime e os aspectos que motivaram a decretação da prisão preventiva da suspeita, que agora aguarda os trâmites legais para eventual julgamento.






