A Justiça de Minas Gerais recebeu nesta quinta-feira (27) a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra um homem de 24 anos, suspeito de assassinar sua ex-namorada, de 36 anos, no bairro Camargos, na região Noroeste de Belo Horizonte. Com a decisão, o processo criminal contra o suspeito avança na esfera judicial, e a prisão preventiva dele foi mantida. O crime, segundo a denúncia, teria sido motivado por um motivo considerado fútil e cometido por meio de asfixia.
De acordo com informações do MPMG, o casal começou a conviver em junho deste ano, após se conhecerem por meio de um site de relacionamentos. Pouco tempo depois, decidiram morar juntos em um apartamento localizado no bairro Camargos. No entanto, na noite de 16 de julho, uma discussão entre eles teria se intensificado, levando a vítima a solicitar que o homem deixasse o imóvel. Ainda conforme a denúncia, o suspeito reagiu à solicitação de forma violenta, asfixiando a ex-namorada até a morte.
Após o crime, o suspeito teria tomado medidas para esconder o ocorrido. Segundo o Ministério Público, ele cobriu o corpo da vítima com roupas ou cobertores e fechou as janelas do apartamento para evitar que o crime fosse percebido por vizinhos ou pessoas próximas. A localização do corpo da mulher só ocorreu quatro dias após o homicídio, quando foi encontrado em estado avançado de decomposição, o que dificultou a identificação imediata da vítima.
A decisão judicial de manter a prisão preventiva do suspeito foi fundamentada na gravidade do crime e na necessidade de garantir a ordem pública e a instrução do processo. Além disso, a juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza determinou que o procedimento criminal prossiga na Justiça, com o acusado sendo formalmente denunciado pelo Ministério Público.
Ainda segundo o Ministério Público, após o suposto homicídio, o homem deixou o apartamento pouco antes de ser localizado pelas autoridades. Ele foi encontrado carregando uma mala, além de cobertas, dois travesseiros, um tablet e um aparelho auditivo, objetos que podem estar relacionados à sua tentativa de fuga ou de ocultação de provas.
O caso reforça a preocupação das autoridades com a violência doméstica e os crimes motivados por motivos fúteis, que representam uma parcela significativa das ocorrências de violência contra a mulher no estado de Minas Gerais. As investigações continuam em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do homicídio e possíveis conexões do suspeito com outros crimes.








