A Polícia Civil de Minas Gerais revelou, nesta quinta-feira (27), detalhes do inquérito policial que confirma a morte de Evellyn Jasmin Machado Acácio, de apenas 8 anos de idade. A menina foi sequestrada na noite de 21 de junho de 2023, após criminosos invadirem um salão de beleza localizado no bairro General Carneiro, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Durante a ação, Evellyn foi levada à força, enquanto sua mãe, Katlyn Lorrayne Oliveira, e a dona do estabelecimento, Ana Raquel Brito Santana, também foram vítimas de homicídio.
Segundo informações da Polícia Civil, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou denúncia formal contra cinco suspeitos relacionados ao caso. Quatro deles tiveram seus nomes formalmente incluídos na ação penal, enquanto um quinto, Marcus Vinícius Evangelista Pinto, conhecido como “Torosca”, morreu durante as investigações e, por isso, foi excluído do processo. O processo tramita sob segredo de justiça e está sob responsabilidade do Tribunal do Júri.
Entre os réus, destaca-se Sildirley Silva Acácio Machado, que estava preso na época do crime. Ele é apontado como mandante e coordenador dos homicídios de Katlyn Lorrayne e Ana Raquel, além de ter participado de uma associação criminosa. De acordo com o Ministério Público, Sildirley mantinha um conflito intenso com Katlyn e, motivado por um sonho no qual acreditava que deveria cegar a ex-companheira, ordenou o monitoramento do veículo dela por meio de um rastreador. A investigação aponta que a ação criminosa foi motivada por esse conflito pessoal.
Sheila, outra ré, é acusada de fornecer suporte logístico para os homicídios, de participar do cárcere de Evellyn Jasmin, de ajudar na ocultação do cadáver e de integrar a organização criminosa. Ela é responsável por alugar e preparar o veículo utilizado na ação criminosa. Já Alex Lucas foi denunciado por sua participação direta na abordagem das vítimas, na execução dos homicídios e por vigiar Evellyn no cativeiro. Ele também é acusado de sequestro da menina e de integrar a associação criminosa.
Brayan, por sua vez, foi responsabilizado por vigiar a localização do veículo de Katlyn Lorrayne e repassar essas informações a Sildirley, sendo também denunciado por associação criminosa. A Justiça de Minas Gerais manteve a prisão preventiva de Sildirley, Sheila e Alex, enquanto o processo aguarda julgamento.
O suspeito Marcus Vinícius Evangelista Pinto, conhecido como “Torosca”, foi considerado o executor dos homicídios e morreu durante as investigações, sendo excluído do processo. Segundo o delegado Murilo Ribeiro, do Departamento Estadual de Operações Especiais (DEOESP), há fortes indícios de que seu assassinato esteja relacionado aos desdobramentos do triplo homicídio.
A investigação revelou que Evellyn Jasmin desapareceu após ser levada à força do salão de beleza, onde estava acompanhada da mãe e da dona do estabelecimento. Katlyn Lorrayne foi executada a tiros na mesma noite do sequestro, enquanto o corpo de Ana Raquel foi encontrado às margens da BR-040, em Contagem, na noite seguinte. As apurações indicam que Sildirley Silva Acácio, pai de Evellyn e ex-companheiro de Katlyn, foi o mentor do ataque ao salão de beleza. Inicialmente, a intenção era atacar apenas Katlyn, mas a ação acabou saindo do controle, resultando na tragédia que chocou a região metropolitana de Belo Horizonte.








