A Justiça de Belo Horizonte decidiu que Paola Stefany Neto Cirino, a diarista que confessou ter assassinado o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e sua esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, passará por avaliação de insanidade mental. A medida foi tomada nesta terça-feira (18), após análise do caso pelo juiz Alexandre Magno Rezende de Oliveira, da 2ª Vara Criminal da comarca da capital mineira.
Segundo o magistrado, há indícios de que a suspeita apresenta histórico de instabilidade emocional, ideação suicida e já foi submetida a atendimentos psiquiátricos de urgência tanto no Hospital André Luiz quanto no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Ribeirão das Neves. Além disso, ela faz uso de medicamentos controlados, como clonazepam e quetiapina, o que reforça a necessidade de avaliação especializada para determinar seu estado mental no momento do crime.
O crime ocorreu em 29 de junho, em um apartamento localizado no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Paola foi presa no dia 1º de julho, após ser localizada em um hotel na cidade de Itabira, na Região Central de Minas Gerais. Ela havia começado a trabalhar na residência das vítimas no mesmo dia do homicídio, tendo sido indicada por um primo de Maria Clotilde para o serviço doméstico. Durante o primeiro dia de trabalho, a suspeita preparou um suco com comprimidos triturados, dopando o casal, que posteriormente foi morto com várias facadas.
Após cometer o crime, Paola tomou banho, trocou de roupa e saiu para negociar os bens roubados no centro de Belo Horizonte. Os corpos de Cláudio e Maria Clotilde foram encontrados no dia seguinte pelo filho do casal, que acionou as autoridades. A investigação confirmou que a suspeita confessou a autoria do latrocínio, que resultou na morte do advogado e de sua esposa.
A decisão judicial de realizar o exame de insanidade mental foi apoiada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que manifestou concordância com a instauração do procedimento. O procedimento será conduzido no Instituto Médico-Legal (IML), com prioridade, dada a condição de prisão de Paola.
A defesa da suspeita manifestou confiança na perícia técnica, afirmando que ela demonstrará que, no momento dos fatos, Paola não tinha pleno discernimento para compreender a natureza e as consequências de seus atos. Em nota, os advogados ressaltaram que aguardam que os elementos científicos sejam considerados no andamento do processo, reforçando o compromisso de atuar para que a verdade seja esclarecida e os direitos de sua cliente sejam plenamente respeitados.
O caso continua sob investigação, enquanto a avaliação psiquiátrica deve fornecer subsídios importantes para o julgamento final, especialmente no que diz respeito à questão da capacidade de entendimento de Paola no momento do homicídio.









