Um homem de 41 anos foi morto a facadas na noite da última sexta-feira, 18 de setembro, na rua Herculano Soares Rocha, localizada no bairro Ipê, na região Nordeste de Belo Horizonte. A vítima foi atingida no tórax e no abdômen durante uma discussão com um grupo de pessoas na via pública. Apesar de ter sido socorrida por vizinhos até uma unidade de saúde próxima, ela não resistiu aos ferimentos e veio a falecer.
Segundo informações da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), após o ocorrido, equipes policiais foram ao endereço indicado por testemunhas e encontraram uma adolescente de 14 anos, inicialmente confessando ter sido a autora do ataque. No entanto, após a constatação da morte da vítima, a jovem alterou sua versão e passou a afirmar que assumiu a autoria do homicídio para proteger seu irmão de 31 anos, que havia sido libertado há apenas três dias após cumprir pena por outro homicídio.
Conforme relato da adolescente aos policiais, ela saiu de casa para descartar um rato morto pelo gato da família. Durante esse momento, ela teria sido surpreendida por um vizinho, que começou a ameaçar seu irmão mais velho. A adolescente afirmou que o agressor teria pego um facão que estava dentro de um carro estacionado na rua. Em resposta à ameaça, ela teria entrado em casa, pegado uma faca e retornado à rua, onde teria iniciado uma luta corporal com a vítima, atingindo-a com golpes que resultaram na sua morte.
O irmão de 19 anos, também presente na cena, apresentou uma versão semelhante. Ele explicou que estava sentado na calçada, tentando consertar uma bota, quando foi ameaçado pelo vizinho, que teria dito que soltaria um cachorro para atacá-lo. Segundo o relato, o homem teria pegado uma barra de ferro para se defender, enquanto a vítima buscava um facão no carro. Nesse momento, a adolescente teria entrado em casa, pegado uma faca e golpeado o homem, conforme a versão apresentada por ambos na delegacia.
Os dois irmãos foram conduzidos à delegacia de polícia para os devidos procedimentos. Durante o depoimento, o irmão de 19 anos também revelou que a adolescente faz acompanhamento no Centro de Referência de Saúde Mental (Cersam). Após a confirmação da morte, os envolvidos mudaram suas versões iniciais e passaram a afirmar que o homicídio teria sido cometido pelo irmão de 31 anos, que não foi localizado pelos policiais até o fechamento do registro policial.
A adolescente confessou inicialmente ter sido a autora do crime, mas posteriormente explicou que sua ação foi uma tentativa de proteger o irmão mais velho, que havia saído da prisão há poucos dias, após cumprir pena por homicídio. A faca utilizada na agressão, assim como o arma do crime, ainda não foram localizadas pelos investigadores até o momento. A polícia segue investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias do homicídio e localizar o homem de 31 anos, considerado suspeito de ser o responsável pelo homicídio.









