A Polícia Militar de Minas Gerais afirmou que é falsa a informação que circula nas redes sociais sobre um suposto “clima de guerra” no Aglomerado da Serra, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Segundo a corporação, o conteúdo tem potencial de gerar medo e desestabilizar a comunidade.
A declaração foi feita pelo coronel Flávio Santiago, diretor de Comunicação Organizacional da PMMG, após a repercussão de um comunicado que impunha supostas regras a motoristas de aplicativo na região. O comunicado que circula nas redes sociais orientava motoristas de aplicativos a trafegarem com vidros abaixados, luz interna acesa e faróis baixos ao acessarem determinadas áreas do aglomerado. O texto também citava um suposto cenário de violência contínua.
A repercussão gerou preocupação entre motoristas e moradores, com relatos de cancelamento de corridas e receio de circular pela região.
Apesar disso, moradores também pediram cautela nas interpretações e reforçaram que a maioria da população local é composta por trabalhadores.
De acordo com o oficial, a Polícia Militar mantém atuação contínua no local. “A Polícia Militar está com operação ininterrupta no Aglomerado da Serra, em todas as vilas. Esse tipo de informação é apenas no intuito de desestabilizar a própria comunidade”, afirmou.
Regras não existem, diz PM
Ainda segundo o coronel, não há qualquer determinação oficial direcionada a motoristas de aplicativo, como sugerido no texto que viralizou. “Esse tipo de situação não procede, no sentido de qualquer determinação a motoristas de aplicativo ou quaisquer outras situações do gênero”, reforçou.
Operação permanente
A PM informou que o policiamento na região faz parte da operação “Presença que Protege”, realizada de forma contínua. A ação conta com apoio de unidades especializadas, como Rotam, Bope, Gepar e Bepe, voltadas à repressão de conflitos e combate ao tráfico de drogas.
Conforme o capitão Rafael Veríssimo, porta-voz da corporação, a resposta a ocorrências na região é imediata. “Quando ocorrem confrontos, há uma resposta rápida dos militares, com a prisão de envolvidos”, destacou.






