Um homem acusado de estuprar, assassinar e ocultar o corpo de uma menina de 12 anos foi condenado a uma pena de 40 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. A sentença foi proferida nesta quarta-feira (30), pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, após julgamento realizado no Fórum de Lambari, município localizado na região Sul do estado, decorridos 15 anos do crime.
Sandro Luiz Alves Portilho foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado, estupro de vulnerável e destruição e ocultação de cadáver. A decisão do Conselho de Sentença, composta por sete jurados, reconheceu as qualificadoras apresentadas pela acusação, incluindo o emprego de meio cruel, asfixia e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A sentença também determinou que o réu não poderá recorrer em liberdade, permanecendo preso até o cumprimento integral da pena.
O caso remonta a 2011, quando Daniela Maria Paiva de Paula, então com 12 anos, desapareceu na cidade de Lambari. Segundo informações divulgadas na época pela polícia, ela saiu de casa com a intenção de encontrar a mãe, mas não chegou ao seu destino. Três dias após seu desaparecimento, o corpo da vítima foi localizado por um agricultor em uma área de mata próxima ao Parque Estadual Nova Baden. A investigação inicial não conseguiu identificar o autor do crime por vários anos.
Somente em 2017, após a realização de exames genéticos relacionados a outros crimes atribuídos ao réu, foi possível estabelecer a relação entre o DNA de Sandro Alves Portilho e material biológico coletado na cena do crime. Essa descoberta foi fundamental para avançar nas investigações e levar ao julgamento do acusado.
O julgamento teve início por volta das 9h20 e foi presidido pelo juiz André Luiz Polydoro. Durante a sessão, Sandro Portilho negou a autoria dos crimes, mantendo-se em silêncio diante das acusações. Sua defesa, contudo, não conseguiu convencer o tribunal a alterar a sentença, que foi unânime na condenação.
Este não é o primeiro episódio criminal envolvendo Sandro Alves Portilho. Ele já possuía condenações anteriores por homicídios e crimes sexuais. Em 2017, foi preso no Rio de Janeiro após a morte de Thifany Nascimento de Almeida, de 11 anos, e posteriormente recebeu uma pena de 37 anos de prisão por homicídio e ocultação de cadáver. Em 2022, foi condenado a 21 anos de reclusão pelo homicídio de Hanah Pereira da Silva, de 17 anos, ocorrido em 2011. Além disso, possui antecedentes em Juiz de Fora, incluindo uma condenação de 14 anos por assassinato de uma mulher de 37 anos, em 2004, e uma sentença de 11 anos por estupro de uma adolescente de 16 anos, em 2019.
A condenação de Sandro Luiz Alves Portilho reforça a importância do sistema judicial na responsabilização de criminosos que atuam na região e evidencia o avanço das investigações que, após anos de impasse, culminaram na punição de um dos indivíduos mais perigosos do meio criminal na área.








