Médica suspeita de mandar matar farmacêutica irá a júri popular em MG
A médica suspeita de mandar matar farmacêutica em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, irá a júri popular. A decisão envolve Cláudia Soares Alves, apontada pela Justiça como mandante da morte de Renata Bocatto Derani.
O crime aconteceu no dia 7 de novembro de 2020. Na ocasião, Renata chegava ao local de trabalho quando um homem armado a abordou. A farmacêutica morreu no local.
Segundo a decisão da 3ª Vara Criminal da Comarca de Uberlândia, Cláudia será julgada pelo Tribunal do Júri. Além dela, Paulo Roberto Gomes da Silva, apontado como executor do crime, também irá a julgamento.
Médica suspeita de mandar matar farmacêutica teria planejado crime
De acordo com as investigações, Cláudia teria planejado a morte de Renata para tentar se aproximar da filha da vítima. A criança era filha do ex-marido da médica.
Antes do crime, Cláudia chegou a se casar com o ex-marido de Renata. No entanto, o relacionamento durou cerca de dois meses. Depois disso, segundo a investigação, ela passou a demonstrar comportamento obsessivo em relação à maternidade.
Além disso, Renata teria limitado o contato da filha com o pai quando ele estivesse acompanhado da médica. A polícia apura que esse conflito teria motivado o plano criminoso.
Justiça manda acusados a júri popular
A Justiça entendeu que existem indícios suficientes para levar os acusados ao Tribunal do Júri. Nesse tipo de julgamento, os jurados analisam o caso e decidem se os réus são culpados ou inocentes.
Cláudia responde como suspeita de mandar matar a farmacêutica. Já Paulo Roberto Gomes da Silva responde como suspeito de executar o homicídio.
Mesmo assim, as defesas ainda podem recorrer no processo. A data do julgamento ainda não foi informada.
Médica também foi investigada por sequestro de bebê
Cláudia também passou a ser investigada em outro caso de grande repercussão em Uberlândia. Em 2024, a médica foi indiciada após o sequestro de uma recém-nascida em uma maternidade.
Segundo a Polícia Civil, ela teria se passado por pediatra para retirar a criança do quarto da mãe. Depois, tentou registrar a bebê como filha usando documentos falsos.
Por isso, a investigação ganhou ainda mais atenção. Agora, o processo sobre a morte da farmacêutica segue na Justiça.
Caso segue em andamento
A médica suspeita de mandar matar farmacêutica e o homem apontado como executor ainda serão julgados em Uberlândia. Até lá, o processo continua em tramitação.
A Justiça deve definir os próximos passos do caso nos próximos meses.









