A Prefeitura de Mariana, localizada na região Central de Minas Gerais, anunciou alterações nas normas para a realização de eventos públicos e privados na cidade, em decorrência do duplo homicídio ocorrido durante uma cavalgada no último domingo. A medida visa aumentar a segurança e prevenir incidentes semelhantes, após dois jovens de 18 e 23 anos serem mortos por disparos de arma de fogo durante a festa, que reuniu aproximadamente 1.500 pessoas, segundo informações dos organizadores.
O episódio ocorreu na noite de domingo, quando testemunhas relataram que um homem não identificado se aproximou das vítimas e efetuou diversos disparos, motivado por uma discussão ocorrida durante o evento. Após os tiros, o suspeito se dispersou na multidão e não foi mais localizado. As vítimas, envolvidas com o tráfico de drogas na região do bairro Passagem, receberam múltiplos tiros, sendo que o mais jovem foi atingido na cabeça, e o mais velho, na cabeça e no abdômen. Ambos não resistiram aos ferimentos. A mãe do jovem de 18 anos afirmou que seu filho tinha desavenças com dois homens conhecidos como Caíque e Breno, e suspeita que o ataque tenha ligação com ameaças feitas por esses indivíduos, que também estavam envolvidos com o tráfico local.
Após o crime, a Polícia Militar foi acionada e deslocou-se ao local. No momento da chegada, uma das vítimas já estava morta, enquanto a outra foi socorrida ao Hospital Monsenhor Horta, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo o registro policial, o local do ataque não possui câmeras de segurança, dificultando a investigação. Testemunhas também relataram que o suspeito se misturou à multidão que se dispersou assustadamente após os disparos.
Em resposta ao ocorrido, o prefeito de Mariana, Juliano Duarte (PSB), afirmou em vídeo divulgado nas redes sociais que o evento onde ocorreu o homicídio era de caráter privado. Ele anunciou que, nos próximos dias, a administração municipal publicará um decreto com regras mais rigorosas para a realização de eventos na cidade, incluindo a exigência de solicitação com antecedência mínima de 30 dias para análise pelos órgãos responsáveis e pela Polícia Militar. Entre as novas medidas, estão a obrigatoriedade de assinatura de um termo de responsabilidade pelos organizadores e a implementação de estruturas de segurança, como gradis, detectores de metais e equipes de segurança.
Duarte destacou que as mudanças não visam dificultar a realização de eventos culturais ou particulares, mas criar condições para que as famílias participem com segurança e para que as forças de segurança tenham tempo adequado para planejar e atuar de forma eficiente. Ele reforçou que “segurança não se improvisa” e que ela deve ser construída com responsabilidade, planejamento e decisões firmes.
A iniciativa ocorre em um momento de preocupação crescente na região, especialmente após outros episódios de violência, como ataques a terreiros de umbanda em Esmeraldas, além de ações de criminosos envolvidos em golpes financeiros que movimentaram mais de R$ 15 milhões, conforme investigações recentes. A situação reforça a necessidade de medidas mais rigorosas para garantir a tranquilidade da população e a segurança em eventos públicos e privados na cidade de Mariana.









