O 3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, suspeito de assassinar a capitã Michele Leão Azevedo, integrante da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), encontra-se detido na Unidade Prisional de Belo Horizonte desde o dia 20 de julho. A prisão ocorreu após Oliveira levar a vítima, já sem vida, ao Hospital Odilon Behrens, na capital mineira, onde a equipe médica constatou traumatismo craniano, lesões compatíveis com chicoteamento e indicou que ela estaria morta há pelo menos quatro horas antes do atendimento.
A Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais e a Polícia Militar informaram que o suspeito possui direito a manter contato com o exterior durante seu período de custódia. Durante o banho de sol, que ocorre diariamente, Oliveira pode realizar ligações telefônicas de até 10 minutos, sob controle rigoroso e registro das chamadas, conforme normas da Unidade Militar Prisional. Além disso, ele tem permissão para receber visitas de familiares e amigos aos domingos, desde que os visitantes estejam previamente cadastrados. Em ocasiões excepcionais, como feriados, a visitação também pode ocorrer mediante autorização do diretor da unidade.
No que diz respeito às audiências e contatos com seu advogado, Oliveira pode se reunir com seu defensor em qualquer dia e horário, de acordo com o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A corporação esclareceu ainda que, por razões de segurança, não foram divulgados detalhes adicionais sobre a rotina diária do suspeito na prisão, embora tenha afirmado que ele cumpre todas as normas internas do estabelecimento.
O caso envolvendo a capitã Michele Leão Azevedo ganhou repercussão desde o momento em que ela foi levada ao hospital na noite de 20 de julho. Segundo informações médicas, ela apresentava um traumatismo craniano, lesões compatíveis com chicoteamento e uma possível queda da escada ocorrida por volta do meio-dia daquele dia, após uma confraternização na residência do casal. Oliveira relatou que ambos haviam consumido bebidas alcoólicas e ecstasy, e que praticaram atos de dominação física consensuais, conhecidos como “spanking”. Ainda segundo o suspeito, Michele teria sofrido a queda após uma discussão, recusando-se a procurar atendimento médico na hora.
Após o incidente, o sargento afirmou que ambos foram dormir às 15h, e ao acordar às 21h percebeu que ela não respondia. Testemunhas e câmeras de segurança do condomínio registraram Oliveira levando a vítima desacordada até o carro. Perícias realizadas na residência indicaram que um cabo de madeira, encontrado no lixo, e roupas de cama limpas e molhadas na máquina de lavar, poderiam estar relacionados ao episódio. Além disso, vestígios de ecstasy foram encontrados no lixo do hospital, onde Oliveira tentou descartar drogas após o ocorrido.
O histórico do suspeito revela episódios anteriores de violência doméstica, incluindo uma denúncia de descumprimento de medida protetiva contra uma ex-companheira em 2016. Oliveira também foi preso por embriaguez ao volante em 2023, demonstrando um padrão de comportamentos considerados de risco e violento.
A investigação continua em andamento, visando esclarecer as circunstâncias exatas da morte da capitã Michele Leão Azevedo e confirmar as motivações do suspeito. A Polícia Civil e o Ministério Público acompanham o caso de perto, buscando garantir que a Justiça seja feita diante de um episódio que chocou a segurança pública de Minas Gerais.







