Um homem de 64 anos foi morto em uma troca de tiros na noite de quarta-feira (8) às margens da rodovia MGC-120, em Santa Maria de Itabira, na região Central de Minas Gerais. O incidente ocorreu após o idoso ter atacado um homem de 38 anos, a quem atribuiu a responsabilidade pela morte de sua filha, uma jovem de 19 anos, ocorrida no último domingo (5).
De acordo com o boletim de ocorrência, ao qual a reportagem teve acesso, o homem de 38 anos se dirigiu ao pelotão da Polícia Militar (PM) logo após o confronto. Ele estava ferido e entregou aos policiais um revólver calibre .32, relatando que conseguiu desarmar o idoso durante uma luta corporal. O homem foi socorrido e levado ao Hospital Padre Estevam, onde recebeu atendimento médico.
Enquanto isso, uma equipe da PM foi até o local indicado pelo homem e encontrou o corpo do idoso caído às margens da rodovia. Um médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou o óbito no local. A perícia da Polícia Civil informou que o corpo do homem de 64 anos apresentava quatro perfurações: três na cabeça e uma no peito.
Em seu depoimento, o homem que disparou a arma explicou que o idoso o culpava pela morte da filha. Ele relatou que rumores circulavam entre os moradores da cidade sobre um suposto relacionamento amoroso entre os dois, o que teria levado o pai a acreditar que o homem era responsável pela tragédia. O atirador negou qualquer envolvimento afetivo com a jovem, afirmando que ela era sua enteada e que a relação entre eles era estritamente familiar.
Durante o atendimento médico, os profissionais de saúde encontraram um projétil alojado na jaqueta do homem de 38 anos, que foi apreendida para perícia. Além do revólver calibre .32, a Polícia Civil recolheu cartuchos deflagrados e intactos, bem como o cartão de memória de uma câmera de segurança instalada nas proximidades do local do crime. As imagens capturadas poderão auxiliar na elucidação da dinâmica da troca de tiros.
Duas testemunhas que poderiam contribuir com informações sobre o caso não foram localizadas pela PM durante as buscas realizadas na área. Todo o material coletado foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, que investiga o incidente para determinar a dinâmica dos fatos e avaliar se o homem agiu em legítima defesa ou se houve excesso na reação. A investigação continua em andamento, e mais detalhes podem ser divulgados à medida que os trabalhos avançam.









