Sete das dez pessoas que perderam a vida no acidente com um ônibus de turismo ocorrido na madrugada deste domingo (16) na BR-040, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, tiveram suas identidades confirmadas pelas autoridades. Entre as vítimas está uma criança de sete anos de idade. O acidente ocorreu por volta das 4h30, no km 91 da rodovia, na descida da Serra de Petrópolis, na região conhecida como Cascatinha, durante uma viagem de Belo Horizonte com destino à praia de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o coletivo tombou enquanto transitava pela rodovia, levando a equipe de resgate a atuar imediatamente no local. Algumas vítimas ficaram presas às ferragens, o que exigiu que os bombeiros realizassem escavações para retirar os passageiros com segurança. Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, o resgate foi dificultado pelo estado do veículo, que ficou completamente tombado na pista. Os feridos foram encaminhados a unidades de saúde da região, incluindo os hospitais Santa Teresa, em Petrópolis; Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias; e Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro.
A tragédia também afetou moradores locais, especialmente na Vila Acaba Mundo, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, onde pelo menos 12 pessoas estavam a bordo do ônibus. Uma moradora da comunidade afirmou que, de acordo com informações repassadas às famílias, quatro residentes da Vila Acaba Mundo teriam morrido no acidente. Além das vítimas fatais, três sobreviventes procuraram atendimento na madrugada de segunda-feira (17) no Hospital de Pronto-Socorro João 23, em Belo Horizonte.
A investigação conduzida pela Polícia Federal e pela perícia aponta que o veículo, de placa AKY-3454, não tinha autorização para transporte interestadual de passageiros. O ônibus, registrado em nome da empresa Dinna Ellles Turismo, apresentava uma comunicação de venda para a PIT Tur Transportes Ltda., porém nenhuma dessas empresas possui habilitação junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Além disso, a agência não identificou nenhuma autorização para a operação de transporte com a empresa Estrela Guia Turismo, apontada como responsável pela viagem, que também não possui licença regular. O veículo ainda exibia um adesivo de uma agência chamada Samara, igualmente inapta para esse tipo de serviço, configurando transporte clandestino de passageiros.
Em nota oficial, a Estrela Guia Turismo lamentou o acidente, manifestou solidariedade às vítimas e seus familiares, e afirmou estar colaborando com as autoridades na apuração das circunstâncias do tombamento. A empresa também declarou que está prestando assistência às pessoas envolvidas e aguarda o desfecho das investigações para esclarecer os fatores que contribuíram para o acidente.
Este episódio evidencia a importância do cumprimento das normas de transporte rodoviário e reforça os riscos associados ao transporte clandestino, que muitas vezes não possui condições adequadas de segurança para os passageiros. A tragédia reforça a necessidade de fiscalização rigorosa por parte dos órgãos reguladores para evitar ocorrências similares no futuro.









