Taxistas de Belo Horizonte têm manifestado preocupações acerca do uso indevido dos pontos de táxi, que são destinados exclusivamente à embarque e desembarque de passageiros. Segundo relatos da categoria, esses espaços demarcados vêm sendo utilizados de maneira irregular por veículos particulares, incluindo carros e motocicletas, que ocupam os locais para aguardar clientes ou realizar entregas, prejudicando a atividade dos profissionais de táxi na cidade.
O taxista Walace Daniel destacou que essa situação tem se tornado frequente e representa um obstáculo ao trabalho dos condutores de táxi. De acordo com ele, motoristas de aplicativos e motociclistas frequentemente invadem os pontos, pulando a fila ou permanecendo por longos períodos, mesmo quando não estão em serviço. Ele citou especificamente o ponto do Aapó, afirmando que ali, a maioria das motocicletas fica parada, realizando entregas ou despachando, o que demonstra a falta de respeito com o espaço reservado aos taxistas. Walace reforçou que a invasão desses pontos compromete a eficiência do serviço de táxi, dificultando o atendimento aos passageiros.
O presidente do Sindicato das Empresas de Táxi de Minas Gerais (Sincavir-MG), João Paulo de Castro, confirmou que a entidade já procurou órgãos públicos, incluindo a Guarda Municipal, a Polícia Militar e a própria Prefeitura de Belo Horizonte, para buscar soluções para o problema. Segundo ele, os pontos de táxi são considerados essenciais para o funcionamento adequado da categoria, sendo considerados “o escritório do taxista”, e, por isso, devem ser preservados.
João Paulo destacou ainda que a prefeitura se comprometeu a reforçar a sinalização desses locais, com a implementação de novas pinturas no chão e placas mais visíveis, na tentativa de inibir a ocupação irregular. A medida visa dificultar a invasão dos pontos por veículos não autorizados, facilitando a fiscalização e o respeito às demarcações.
O sindicato reforça que motoristas de aplicativos não têm autorização para utilizar os pontos exclusivos de táxi, nem mesmo para aguardar passageiros. Segundo João Paulo, esses condutores devem se direcionar aos locais indicados pelas plataformas e não permanecer parados em pontos destinados aos táxis, sob pena de infringir as normas estabelecidas.
A ocupação indevida desses espaços tem causado prejuízos aos profissionais de táxi, que dependem desses pontos para realizar embarques de passageiros com maior segurança e agilidade. A categoria defende a intensificação da fiscalização e melhorias na sinalização como medidas essenciais para garantir que os pontos de táxi sejam utilizados de forma adequada, preservando a função original desses locais.
A Prefeitura de Belo Horizonte foi procurada para comentar as reclamações e informar as ações que estão sendo planejadas ou já em andamento para reforçar a fiscalização e melhorar a sinalização dos pontos de táxi na cidade. Até o momento, no entanto, não houve resposta oficial por parte do órgão.








