Uma aeronave da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) caiu na tarde desta sexta-feira, dia 9 de novembro, provocando a morte de três policiais que estavam a bordo. O acidente ocorreu por volta das 16h nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, localizado no distrito industrial de Santana do Paraíso, em Ipatinga, no Vale do Aço, a aproximadamente 216 quilômetros de Belo Horizonte. Segundo informações do coronel Flávio Santiago, diretor de comunicação organizacional da corporação, as vítimas fatais foram confirmadas como sendo três militares da PMMG.
Entre os mortos estão a tenente Gabriel Emília Soares Lacerda Resende, de 35 anos, que era mãe de dois filhos pequenos e havia acabado de retornar de licença-maternidade; o tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre, de 49 anos, natural de Belo Horizonte, considerado um dos instrutores mais capacitados da corporação, com mais de cinco mil horas de voo; e a tenente Alice dos Santos, de 34 anos, natural de Governador Valadares, que também acumulava mais de 300 horas de voo e não tinha filhos. Todas as vítimas estavam a bordo do avião King Air B300, de prefixo PP-EJO, conhecido como Pégasus 17, utilizado pela PMMG em missões variadas, como o transporte de órgãos para transplantes.
O tenente-coronel Silvestre, que comandava a aeronave no momento do acidente, tinha uma vasta experiência de voo, sendo considerado um dos instrutores mais qualificados da corporação. Gabriel Emília, por sua vez, foi a primeira mulher em Minas Gerais habilitada como piloto de aeronaves de asas fixas do Comando de Aviação do Estado (ComAvE) da Polícia Militar. Ela havia recebido uma homenagem oficial na véspera do acidente, na qual a corporação comemorou seu retorno às atividades após a licença-maternidade, destacando sua coragem e multifuncionalidade como mãe, piloto e policial.
O acidente aconteceu pouco após a decolagem do avião do Aeroporto Regional do Vale do Aço, após uma missão de rotina. A aeronave caiu às margens do córrego Garrafinha, entre o muro do aeroporto e o loteamento Cidade Jardim, em Santana do Paraíso. A queda provocou uma explosão, formando uma grande coluna de fumaça preta visível de longe, o que levou equipes do Corpo de Bombeiros a serem acionadas para atender à ocorrência.
Horas antes, o avião havia partido do hangar da Polícia Militar na cidade de Belo Horizonte, no Aeroporto da Pampulha, onde a aeronave é mantida e preparada para missões diversas, incluindo o transporte de órgãos. O incidente gerou consternação na corporação e na comunidade local, dada a experiência e o papel de destaque desempenhado por algumas das vítimas.
A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionados para apurar as causas do acidente. Segundo nota oficial, profissionais do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), sediado no Rio de Janeiro, estão conduzindo as primeiras ações de investigação, incluindo coleta de dados, preservação de elementos, análise dos danos à aeronave e levantamento de informações essenciais para determinar as causas do acidente.
Este episódio reforça a importância da investigação detalhada para esclarecer as circunstâncias que levaram à tragédia, além de destacar o impacto emocional e profissional na Polícia Militar de Minas Gerais, que perdeu três integrantes de alto nível técnico e dedicação.







