O candidato à presidência da República pelo partido Avante, Augusto Cury, voltou a defender, nesta quarta-feira (2), a implementação de drones como ferramenta no enfrentamento à criminalidade e ao feminicídio. A proposta foi apresentada durante uma visita à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), em Belo Horizonte, onde também participou de discussões relacionadas ao setor agropecuário com representantes locais.
Durante a coletiva de imprensa concedida após o encontro, Cury abordou o tema dos drones após uma pergunta de uma jornalista, que gerou grande repercussão na mídia. Ele afirmou que a insistência da profissional na questão lhe pareceu indicar uma suposta “dronefobia”. Segundo o candidato, a proposta de uso de drones é uma das várias iniciativas que ele defende, e foi motivada por uma necessidade de ampliar a segurança de mulheres vítimas de violência.
Cury explicou que a proposta inclui a instalação de aplicativos de alerta georreferenciado, que permitiriam às vítimas de violência acionarem um botão de emergência, enviando um sinal à delegacia mais próxima. Ele destacou que, atualmente, a demora na resposta policial — que pode chegar a meia hora ou mais — representa um risco de vida para as vítimas. Nesse contexto, a utilização de drones equipados com sirene de alerta e reconhecimento facial poderia acelerar a resposta policial e prevenir casos de feminicídio.
O candidato também ressaltou que drones já são utilizados por organizações criminosas e em conflitos armados, o que demonstra sua potencial aplicação tanto para o crime quanto para a segurança pública. Segundo Cury, essa tecnologia poderia ser adaptada para ações policiais e de proteção às vítimas, contribuindo para a redução de crimes graves. Ele citou exemplos de cidades que já adotaram sistemas semelhantes e tiveram resultados positivos, embora não tenha especificado quais seriam essas localidades.
A proposta de Cury evidencia uma perspectiva de incorporar avanços tecnológicos no combate à violência, especialmente contra as mulheres, uma preocupação crescente no cenário nacional. Sua abordagem sugere que, ao utilizar drones com capacidades de captação de imagens e sirene de alerta, as forças de segurança poderiam atuar de forma mais rápida e eficiente, potencialmente salvando vidas. No entanto, a proposta ainda enfrenta debates sobre questões de privacidade, ética e efetividade, temas que costumam acompanhar a discussão sobre o uso de tecnologias de vigilância.
Ao mencionar a possibilidade de uso político da tecnologia, Cury destacou que drones com funcionalidades de reconhecimento facial e alertas sonoros poderiam, além de prevenir feminicídios, ser utilizados em ações de segurança pública e até mesmo no combate a crimes organizados. Sua proposta reforça o debate sobre o papel da inovação tecnológica na segurança, uma questão que vem ganhando cada vez mais espaço no cenário político e social do Brasil.









