A campanha do candidato à Presidência da República pelo partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, oficializou junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a criação do grupo de militância digital denominado “Tropa do Flávio”. A iniciativa visa promover a divulgação de informações e a mobilização de apoiadores nas redes sociais durante a campanha eleitoral. A formalização do grupo ocorreu após uma decisão do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, que autorizou o registro de um grupo semelhante, o “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). Este grupo tem como objetivo orientar a militância petista na atuação das campanhas digitais, refletindo uma estratégia de organização semelhante à adotada por apoiadores de Lula.
A criação do “Tropa do Flávio” representa uma resposta da campanha do candidato ao segundo turno às ações de militância digital de seus adversários, além de estabelecer uma estrutura oficial para a mobilização online. Segundo informações divulgadas pela equipe de campanha, o grupo foi registrado de forma regular, seguindo todas as normas previstas na legislação eleitoral e nas plataformas digitais. A equipe de Flávio Bolsonaro destacou ainda que, ao contrário do que afirmam seus opositores, o grupo não propagará Fake News, reforçando o compromisso de atuar dentro dos limites legais e éticos estabelecidos pela Justiça Eleitoral.
A iniciativa ocorre em um momento de crescente preocupação por parte do Tribunal Superior Eleitoral com o aumento de campanhas de desinformação, ataques e agressões contra servidores públicos e candidatos, especialmente entre os dois turnos das eleições presidenciais. Em uma reunião realizada com representantes das campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro, o TSE enfatizou a necessidade de orientar as militâncias para evitar comportamentos que possam gerar confrontos ou episódios de violência no dia da votação, marcado para 25 de outubro. A reunião também abordou estratégias de combate à desinformação, incluindo o uso de ferramentas específicas para detectar e conter conteúdos manipulados, especialmente aqueles produzidos por inteligência artificial, que têm potencial de disseminar informações falsas de forma mais convincente.
A preocupação do Tribunal reflete o impacto que as ações digitais têm na percepção pública e na integridade do processo eleitoral. A oficialização de grupos de militância digital, como o “Tropa do Flávio”, faz parte de uma estratégia mais ampla de organização e controle de conteúdo, buscando garantir que a comunicação durante o período eleitoral seja realizada de forma transparente e dentro dos limites legais. Assim, enquanto apoiadores de Lula criaram o “Exército do Lula” para orientar suas ações nas redes, a campanha de Flávio Bolsonaro busca consolidar uma estrutura formal de mobilização digital, reforçando a importância do uso responsável das plataformas durante o período eleitoral.







