O candidato do PRTB à presidência da República, Pablo Marçal, revelou possuir um patrimônio declarado de aproximadamente R$ 7,4 bilhões, conforme registros apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dentre seus bens e aplicações, destaca-se uma significativa concentração de recursos em investimentos financeiros, além de participações societárias e imóveis de alto valor. A declaração ocorre em meio a um cenário de questionamentos jurídicos relacionados à sua elegibilidade, que ainda aguardam julgamento.
Segundo informações do registro oficial no DivulgaCand, plataforma de transparência do TSE, a maior parte do patrimônio de Marçal está investida em aplicações financeiras de renda fixa, especialmente em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Itaú. O empresário declarou possuir R$ 6,7 bilhões em CDBs, o que representa uma parcela expressiva de seus ativos financeiros. Além disso, há investimentos em fundos de investimento, participações societárias em empresas e lotes de menor valor, totalizando uma diversificação de bens que reforça seu perfil patrimonial.
Entre os bens declarados, destaca-se um terreno de alto valor localizado na Alameda Birmania, em Santana de Parnaíba, interior de São Paulo, avaliado em R$ 490 milhões. Também há menção a uma propriedade em Santana de Parnaíba, além de participações em empresas como a Aviation Participações Ltda, na qual detém 80% de participação, avaliada em R$ 80 milhões. Outros ativos incluem aplicações financeiras em fundos de investimento de diferentes instituições, como Banco Safra e Genial Investimentos, além de participações societárias em empresas de diversos setores.
No âmbito jurídico, Marçal recebeu uma liminar na Justiça Eleitoral de São Paulo, em 15 de agosto, autorizando sua saída do União Brasil e retorno ao PRTB. A decisão, proferida pelo juiz Gustavo Nardi, da 428ª Zona Eleitoral de Santana de Parnaíba, concedeu uma regularização provisória de sua filiação partidária, com efeitos retroativos a 4 de abril, data limite da janela partidária. Essa medida permitiu que ele pudesse registrar sua candidatura enquanto seus recursos contra uma inelegibilidade ainda não julgada tramitam na Justiça Eleitoral.
No entanto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) confirmou, em 5 de agosto, por unanimidade, a condenação de Marçal por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024. A decisão, de caráter definitivo, também absolveu o candidato de acusações de abuso de poder econômico e de captação e gastos ilícitos de recursos de campanha. A defesa de Marçal anunciou que recorrerá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a condenação referente ao uso indevido dos meios de comunicação social.
Além do terreno avaliado em R$ 490 milhões, outros bens incluem fundos de investimento imobiliário, participações societárias em empresas como a Marçal Participações Ltda, e recursos financeiros dispersos em contas bancárias e aplicações de renda fixa, com saldos que variam desde alguns milhares até bilhões de reais. Entre esses ativos, destacam-se também fundos de investimento em infraestrutura e multimercado, além de aplicações em contas de poupança e depósitos bancários em diferentes instituições financeiras.
A declaração de patrimônio de Pablo Marçal reforça a complexidade de sua situação financeira e jurídica, num momento em que sua candidatura ainda enfrenta obstáculos legais decorrentes de processos judiciais que podem influenciar sua elegibilidade nas próximas eleições.






