Durante uma sabatina promovida pela Itatiaia neste sábado (22), o candidato ao Governo de Minas Gerais pelo partido Missão, o advogado Ben Mendes, afirmou que o estado precisa adotar uma postura mais enérgica e, segundo suas palavras, “responder na bala” às ações das facções criminosas que atualmente dominam partes de Minas, especialmente na capital. Mendes comparou a atuação dessas organizações a um “estado estrangeiro invasor”, destacando a gravidade da situação de insegurança pública no estado.
O candidato argumentou que as facções criminosas, ao estabelecerem controle territorial e ameaçarem a população, criam um “poder paralelo” que viola o pacto federativo previsto na Constituição da República. Segundo Mendes, a atuação dessas organizações configura uma situação inconstitucional, uma vez que, na sua visão, elas legislariam e executariam leis próprias, desconsiderando a autoridade do Estado brasileiro. Ele reforçou que, constitucionalmente, a legislação penal é de competência exclusiva da União, e o fato de facções criarem códigos próprios e ameaçarem a população configura uma invasão de território e de soberania.
Para ilustrar sua tese, Mendes fez uma analogia com uma hipotética invasão do Aglomerado da Serra, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, por parte da Coreia do Norte. Segundo ele, nesse cenário, a população não questionaria uma intervenção militar brasileira para expulsar os invasores. Em contrapartida, Mendes criticou a forma como grupos políticos e segmentos da sociedade tratam as facções, alegando que alguns os consideram cidadãos privilegiados, embora, na sua avaliação, sejam responsáveis por promover o terror contra a comunidade mineira.
O candidato afirmou que, em seu eventual governo, a resposta às facções será mais contundente, incluindo ações ostensivas e o uso de força armada contra indivíduos que resistam ou portem armamento ilegal. Mendes garantiu que a Polícia Militar terá autonomia para agir na linha de frente, respondendo na bala sempre que necessário para restabelecer a segurança. Ele destacou que, sob sua gestão, os motoristas de aplicativos, por exemplo, poderão sair de casa com a certeza de que retornarão em segurança, levando seu sustento para casa.
Mendes também criticou as gestões anteriores do atual governador Romeu Zema (Novo) e do ex-governador Mateus Simões (PSD), afirmando que ambos “desmotivaram” a Polícia Militar, deixando a tropa “abandonada”. Segundo ele, o problema de segurança pública é agravado pelo fato de a tropa estar desmotivada, resultado de um histórico de negligência, que remonta ao governo do petista Fernando Pimentel, quando salários foram parcelados e direitos como o 13º salário não eram garantidos. Para o candidato, a insegurança pública é o principal problema de Minas, afetando diretamente a vida do cidadão.
Mendes destacou ainda que as facções criminosas já operam em territórios de outros estados, como Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, e que essa presença já é uma realidade consolidada em Minas Gerais. Para ele, o estado não deve apenas prever uma resposta futura, mas agir de forma decisiva, incluindo ações de força, para combater de maneira efetiva essas organizações. Sua posição é clara ao defender uma postura mais dura e autoritária contra o crime organizado, sustentando que a segurança pública deve ser prioridade máxima em sua eventual gestão.









