A quatro dias do prazo final para o registro de candidaturas, o cenário eleitoral em Minas Gerais revela uma disputa mais acirrada para o Senado Federal do que para o governo do estado. Até o momento, partidos políticos já encaminharam à Justiça Eleitoral a documentação de quatro das onze candidaturas previstas ao executivo estadual, além de apresentarem as chapas proporcionais de deputados estaduais de 18 legendas, totalizando 542 nomes, e as chapas para deputados federais de 20 partidos, com 688 nomes registrados.
No entanto, nenhuma candidatura ao Senado foi oficialmente registrada até o momento, o que se explica pelo procedimento que exige que os partidos apresentem dois suplentes para cada candidato ao Senado, além do titular. Essa dinâmica tem provocado trocas de última hora, buscando acomodar as coligações e estratégias eleitorais. Um exemplo recente ocorreu na noite de segunda-feira, 10 de agosto, quando Toninho Andrada, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), cedeu seu lugar na chapa para Ilce Rocha, ex-prefeita de Vespasiano, ambos pelo PSD.
Ainda sem definição consolidada, o cenário ao Senado conta com algumas coligações que ainda não apresentaram seus nomes. O PDT, em coligação com o PSDB, liderada por Patrus Ananias, mantém a indefinição, embora tenha anunciado que sua chapa será composta pela ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), e pela ex-deputada federal Áurea Carolina (Psol). Essas candidaturas integram a federação formada por PT, PCdoB, PV, PSB e Psol Rede.
Na coligação do PL, liderada pelo deputado federal Flávio Roscoe, o nome mais destacado é Domingos Sávio, também deputado federal. Já na aliança que apoia a reeleição do governador Mateus Simões, estão confirmados os nomes do senador Carlos Viana (PSD) e do influenciador Marco Antônio Costa, conhecido como Superman, pelo partido Novo. Ainda nessa coligação, a Federação União Progressista lançou Marcelo Aro (PP) como candidatura avulsa. O partido Avante também anunciou seu representante, Carlin Moura, ex-prefeito de Contagem.
O MDB, liderado por Gabriel Azevedo, deve oficializar em reunião da executiva estadual, marcada para o dia 13 de agosto, as candidaturas de Manuel Carvalho, vice-prefeito de Muriaé, e Paulo Roberto, empresário do setor do agronegócio do Triângulo Mineiro. Além dessas, há outras seis candidaturas de legendas sem representação no Congresso Nacional: a UP apresenta Ana Luiza e Fidélis Alcântara; o PSTU registra Jordano Carvalho e Victoria Mello; o PCDO inscreve Sebastião Pessoa; e a DC anuncia Ramon Moreira.
A disputa pelo Senado em Minas Gerais promete ser mais competitiva do que a corrida ao governo estadual. Segundo pesquisas de opinião recentes, quatro candidaturas despontam como principais concorrentes: Marília Campos, pelo campo lulista; Domingos Sávio, Carlos Viana, Marcelo Aro e Marco Antônio Costa, que representam a narrativa bolsonarista e a maioria do Congresso.
O eleitor mineiro poderá votar em até dois nomes para o Senado Federal, uma estratégia que aumenta a complexidade do pleito, pois o segundo voto pode ser decisivo para definir o resultado. A soma de candidaturas e a fragmentação do espectro político indicam uma disputa acirrada, na qual o voto de cada eleitor terá peso importante na definição dos nomes que irão representar Minas Gerais na Casa Alta do Legislativo Federal.






