As duas reuniões mais recentes entre representantes do governo de Minas Gerais e integrantes da comissão de transição do governador eleito, Cleitinho Azevedo (Republicanos), terminaram com uma ressalva sobre a quantidade de informações apresentadas pela atual gestão. A equipe do governo eleito avaliou que os dados fornecidos não foram suficientes para atender a todas as necessidades de aprofundamento dos temas discutidos.
O registro foi feito em encontros destinados a tratar de áreas distintas da administração estadual. Na semana passada, ao final da reunião sobre Educação, a comissão de transição solicitou que constasse em ata a expressão “insuficiência de informações”. O mesmo pedido foi apresentado novamente nesta terça-feira (3), durante o encerramento da reunião dedicada ao tema Parceiros Externos.
A solicitação foi feita pelo advogado Samy Chafic Albou Jaber, integrante da equipe de transição de Cleitinho. Ao se dirigir aos participantes do encontro, ele pediu que fosse incluído no documento o mesmo texto utilizado nas duas reuniões anteriores.
“Com a licença do vice-governador, venho requerer que seja incluído aquele parágrafo de praxe, já usado nas últimas duas reuniões”, afirmou o advogado.
O pedido foi atendido por Ana Tereza Fernandes, secretária adjunta da Casa Civil, que conduzia o encerramento da reunião. A ressalva foi incorporada ao registro oficial do encontro, indicando que a comissão de transição considerou incompleta a apresentação realizada pelos representantes do governo estadual.
O texto lido ao final da reunião informa que, depois das apresentações, os integrantes da comissão tiveram espaço para fazer considerações, comentários e questionamentos. Também registra que os esclarecimentos técnicos foram concluídos, mas não atenderam integralmente à necessidade de informações da equipe do governador eleito.
“Finalizadas as apresentações, foi aberta a palavra aos representantes da comissão de transição para considerações, comentários e questionamentos. Concluídos os esclarecimentos técnicos, a comissão identificou que a apresentação foi insuficiente para oferecer todos os dados necessários, de forma que o ponto focal da comissão entrará em contato com o ponto focal do sistema para o agendamento de reuniões subsequentes para o aprofundamento dos temas que foram acordados”, diz o registro.
Com isso, a própria ata prevê a continuidade das discussões. O ponto focal da comissão de transição deverá procurar o representante correspondente do sistema tratado na reunião para marcar novos encontros. A finalidade será detalhar os assuntos já acordados e obter as informações consideradas necessárias pela equipe do governo eleito.
A repetição da ressalva em reuniões sobre Educação e Parceiros Externos demonstra que, até o momento, a comissão de Cleitinho entende que as apresentações feitas pela atual administração ainda não contemplaram todos os dados que considera necessários para o processo de transição. Os registros, no entanto, não detalham quais informações estariam faltando nem indicam quando serão realizadas as reuniões subsequentes.






