A Executiva Nacional do PDT aprovou, nesta sexta-feira (6), a entrada do partido na Federação Renovação Solidária, atualmente formada por Solidariedade, PRD e Avante. Na mesma reunião, realizada em formato híbrido, os dirigentes também aprovaram um indicativo favorável à inclusão do PSB no bloco partidário, ampliando a possibilidade de uma nova composição entre as legendas.
A reunião foi conduzida pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Embora a Executiva tenha autorizado a adesão, a decisão ainda não é definitiva dentro do partido. O próximo passo será a análise e a homologação pelo Diretório Nacional do PDT, instância necessária para concluir o processo interno de ingresso na federação.
A movimentação ocorre após o PDT não ter conseguido superar a cláusula de barreira nas últimas eleições. Nesse cenário, a formação de uma federação partidária permite que a legenda se associe formalmente a outros partidos para manter direitos relacionados à atuação política, parlamentar e ao funcionamento das estruturas partidárias.
Entre os efeitos dessa união estão a preservação do acesso aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo destinado à propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Diferentemente de uma aliança eleitoral pontual, a federação estabelece uma organização conjunta entre os partidos, que passam a atuar de maneira coordenada durante o período previsto pelas regras eleitorais.
Composição foi ampliada com a entrada do Avante
A Federação Renovação Solidária já reunia Solidariedade e PRD desde 2025. Em outubro deste ano, o Avante decidiu ingressar no grupo, ampliando uma estrutura que havia sido registrada originalmente com o nome de Federação Renovação Solidária.
Com a aprovação da Executiva Nacional, o PDT passa a integrar formalmente esse arranjo político. A incorporação, entretanto, ainda depende do cumprimento das etapas internas e eleitorais previstas para esse tipo de mudança.
Depois que o Diretório Nacional do PDT referendar a decisão, as direções nacionais dos partidos deverão encaminhar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o pedido de ampliação da federação. A formalização perante a Justiça Eleitoral será necessária para validar a nova configuração do bloco.
A entrada do PDT fará com que a federação passe a reunir uma bancada de 18 parlamentares na Câmara dos Deputados. A informação disponível indica o tamanho total da bancada, mas não detalha quantos deputados pertencem individualmente a cada uma das siglas que compõem o grupo.
PSB avalia participação no bloco partidário
Além da adesão do PDT, a Executiva Nacional aprovou um indicativo favorável à entrada do PSB. Caso a legenda confirme sua participação, a bancada da federação poderá crescer de 18 para 33 deputados federais.
O eventual aumento de 15 parlamentares corresponde à bancada do PSB, partido liderado pelo ex-prefeito do Recife, João Campos. A inclusão da legenda, porém, ainda não está definida. A medida depende da continuidade das negociações entre os partidos e das deliberações formais necessárias antes do envio do pedido ao TSE.
O processo, portanto, ainda envolve diferentes fases. A adesão do PDT precisa ser homologada pelo Diretório Nacional, enquanto a possível entrada do PSB depende de novos entendimentos e aprovações dentro das respectivas estruturas partidárias. Somente depois dessas etapas a ampliação da Federação Renovação Solidária poderá ser submetida oficialmente à Justiça Eleitoral.





