Durante o primeiro turno das eleições presidenciais de 2023, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registraram juntos um total de despesas que ultrapassou R$ 130 milhões. Os valores foram enviados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até a data da votação, realizada em 4 de outubro, e ambos os candidatos mantiveram suas despesas dentro do limite legal estipulado para essa fase do pleito.
A campanha de Flávio Bolsonaro declarou um total de R$ 65,19 milhões em despesas, enquanto a campanha de Lula informou gastos de R$ 65,6 milhões até 5 de outubro. Esses valores ficaram aproximadamente R$ 22 milhões abaixo do limite máximo de recursos arrecadados por cada um, que é de R$ 88,9 milhões para o primeiro turno, conforme estabelecido pela legislação eleitoral. No caso de Lula, cerca de 53% do valor declarado — aproximadamente R$ 34,8 milhões — já haviam sido efetivamente pagos nos primeiros dias de outubro, indicando uma maior proporção de despesas realizadas em relação ao montante arrecadado.
No que diz respeito às fontes de recursos, a campanha de Lula arrecadou R$ 87,6 milhões, sendo R$ 85 milhões provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), R$ 2,17 milhões de doações privadas e R$ 150 mil do Fundo Partidário. Já a campanha de Flávio Bolsonaro obteve R$ 70,67 milhões em receitas, com destaque para R$ 47 milhões do Fundo Eleitoral, R$ 10,26 milhões em doações privadas e R$ 9,65 milhões do Fundo Partidário.
No que se refere às estratégias de comunicação, os candidatos adotaram abordagens distintas. Flávio Bolsonaro priorizou a presença digital, destinando cerca de R$ 9 milhões ao impulsionamento de anúncios na internet, sendo que R$ 8 milhões foram aplicados nos últimos 11 dias que antecederam o primeiro turno. Além disso, gastou R$ 3,14 milhões com materiais físicos, como adesivos, e R$ 57,6 mil em impressos. Por sua vez, Lula concentrou seus esforços na comunicação presencial e ações de rua, desembolsando R$ 3,86 milhões na produção de adesivos, R$ 3,04 milhões na impressão de materiais e R$ 2,69 milhões em anúncios digitais.
A legislação eleitoral fixa o limite de despesas individuais em R$ 88,9 milhões para cada candidato no primeiro turno, com um teto máximo de R$ 133 milhões considerando toda a disputa, incluindo o segundo turno. Os candidatos têm até 3 de novembro para apresentar suas prestações de contas referentes ao primeiro turno, enquanto o prazo para o segundo turno vai até 14 de novembro. Esses registros são essenciais para garantir a transparência e o controle dos gastos durante o processo eleitoral.









