O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, criticou a atuação da Polícia Federal relacionada ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta terça-feira (27/10). Em uma publicação nas redes sociais, posteriormente excluída do Instagram, o parlamentar questionou se as medidas adotadas contra o senador representariam o funcionamento regular da Justiça ou se haveria alguma relação com o resultado das eleições presidenciais, realizadas no domingo (25/10).
A manifestação ocorreu após a divulgação de que agentes da Polícia Federal estiveram na sede nacional do PL, em Brasília, à procura de Flávio Bolsonaro. A ação foi realizada em meio às suspeitas, até então, de que o senador teria deixado o país depois da derrota eleitoral para Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao comentar a notícia, Sóstenes Cavalcante afirmou que a sequência de medidas adotadas contra o parlamentar teria ocorrido em um intervalo de poucas horas. O líder do PL citou a entrega de passaporte, a proibição de deixar o Brasil e a presença da Polícia Federal na sede do partido como elementos que, em sua avaliação, exigiriam explicações.
“A Polícia Federal agora vai até a sede do PL atrás de Flávio Bolsonaro. Depois de uma eleição marcada por questionamentos, bastou o resultado sair para começarem as medidas contra quem fez oposição ao sistema”, escreveu o deputado na publicação.
Na sequência, Sóstenes questionou se os acontecimentos deveriam ser interpretados apenas como parte dos procedimentos normais da Justiça. “Passaporte, proibição de deixar o país, Polícia Federal na sede do partido… tudo em questão de horas. Isso é só Justiça funcionando normalmente ou alguém ainda acredita em coincidência? O Brasil está assistindo. E o mundo também”, declarou.
Saída do país foi confirmada
Depois de um período sem informações confirmadas sobre seu paradeiro, a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil com destino aos Estados Unidos foi confirmada nesta terça-feira (27/10). A informação foi divulgada pela TV Bandeirantes, que consultou familiares do ex-candidato da oposição.
A viagem ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que o senador entregasse seus passaportes. A medida tinha como objetivo impedir que Flávio Bolsonaro deixasse o território brasileiro enquanto investigações relacionadas a ele tramitavam na Justiça.
O caso reuniu, em poucas horas, decisões judiciais, diligências da Polícia Federal e manifestações públicas de integrantes do PL. A ação na sede do partido ocorreu justamente no período em que ainda não havia confirmação oficial sobre o paradeiro do senador, o que levou Sóstenes Cavalcante a associar a atuação das autoridades ao cenário político posterior às eleições.
A crítica do líder do PL foi direcionada à sequência das providências e à proximidade delas com o encerramento do processo eleitoral. Na avaliação apresentada por ele, a combinação entre a determinação de entrega dos documentos, a restrição para deixar o país e a busca realizada na sede partidária levantaria dúvidas sobre a coincidência temporal dos acontecimentos.







