O Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou Luis Cesar Bueno como pré-candidato ao governo de Goiás nas eleições de 2026. O ex-deputado estadual e ex-vereador de Goiânia disputará a vaga no Palácio das Esmeraldas, apresentando um projeto de oposição ao atual governador Daniel Vilela (MDB) e ao grupo político liderado por Ronaldo Caiado (União Brasil).
A candidatura de Bueno é apoiada por uma federação que inclui o PT, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Verde (PV), além de alianças com o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), a Rede Sustentabilidade (Rede) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT). O objetivo da coalizão é fortalecer a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Goiás e expandir a influência do campo progressista no estado.
Natural de Goiânia, Bueno é professor licenciado em História e Estudos Sociais, com pós-graduação em Políticas Públicas, Finanças Públicas e Desenvolvimento Urbano. Sua trajetória política começou no movimento estudantil, popular e sindical na década de 1980, sendo um dos fundadores do PT em Goiás. Ele se destacou como uma das principais lideranças do partido no estado, ocupando cargos como vereador de Goiânia por dois mandatos consecutivos e deputado estadual por quatro legislaturas. Na Assembleia Legislativa, presidiu comissões permanentes e integrou a Mesa Diretora, focando em desenvolvimento regional e orçamento público.
Na eleição de 2018, Bueno concorreu ao Senado Federal pelo PT, recebendo 101.743 votos e terminando na sétima posição. Agora, em 2026, ele se prepara para sua primeira candidatura ao governo do estado. Uma das prioridades da pré-campanha é a formação da chapa majoritária em colaboração com os partidos aliados. Bueno destaca que essa construção foi feita com cautela, sob a coordenação da direção nacional do PT, estratégia que também é aplicada em outros estados considerados prioritários.
Com sua pré-candidatura oficializada, Bueno planeja percorrer todas as regiões de Goiás para mobilizar dirigentes partidários e fortalecer a presença da federação nos municípios. Ele afirma que possui um conhecimento profundo da realidade política das cidades goianas, adquirido ao longo de décadas de atuação eleitoral, e pretende utilizar essa experiência para aumentar a votação obtida por Lula no estado nas eleições de 2022.
Um dos pilares da campanha de Bueno será a prestação de contas dos governos do PT, destacando os investimentos federais em Goiás durante as gestões de Lula e Dilma Rousseff. Ele pretende ressaltar obras significativas, como a Ferrovia Norte-Sul, a duplicação de rodovias federais, a expansão dos institutos federais e a criação das universidades federais de Jataí e Catalão, além de melhorias na mobilidade urbana em Goiânia.
O pré-candidato também planeja contrastar essas realizações com o que considera uma baixa participação do governo Jair Bolsonaro em investimentos estruturantes no estado. Ele acredita que esse debate permitirá uma comparação entre diferentes modelos de desenvolvimento econômico e a atuação do governo federal.
O plano de governo de Bueno tem como foco o desenvolvimento econômico aliado à distribuição de renda, enfatizando a necessidade de reduzir as desigualdades entre as regiões mais desenvolvidas e os municípios com baixos indicadores sociais. A proposta inclui o fortalecimento de políticas públicas nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento regional, visando estimular a atividade econômica sem descuidar da inclusão social. Bueno defende que crescimento econômico e justiça social devem caminhar juntos.
Durante a campanha, ele pretende criticar o governo Vilela por meio da comparação de projetos administrativos, evitando ataques pessoais. Bueno afirma que sempre buscou manter um debate político baseado em propostas e considera que a gestão atual não apresenta um projeto abrangente para o desenvolvimento de Goiás. Ele também critica a influência do bolsonarismo na política local e prevê um ambiente eleitoral polarizado, mas acredita que haverá espaço para quatro candidaturas competitivas ao governo estadual, considerando possível que um candidato avance ao segundo turno com pouco mais de 20% dos votos, dada a fragmentação esperada na disputa.






