Com a aproximação das convenções partidárias, o ex-secretário de governo, Marcelo Aro, do Progressistas (PP), tem intensificado suas articulações políticas para que o governador Mateus Simões considere a possibilidade de lançar sua candidatura ao governo de Minas, em detrimento do senador Carlos Viana, do PSD, que também é pré-candidato ao Senado. Aro percebe a candidatura de Viana como uma ameaça direta, já que ele ocupa a segunda vaga na chapa majoritária da coligação para o Senado, o que o leva a buscar alternativas para isolar Simões e forçá-lo a trabalhar em prol da inviabilização da candidatura de Viana.
A situação na direita está fragmentada, com as prováveis pré-candidaturas de Vittorio Medioli, pelo PL, e do senador Cleitinho, pelo Republicanos, complicando ainda mais o cenário eleitoral. Para a reeleição, Mateus Simões precisa contar com o apoio da Federação União Progressista, que é fundamental para a formação de sua coligação. A ausência dessa federação em sua estratégia pode deixá-lo em uma posição vulnerável, com um tempo de propaganda eleitoral equivalente ao que terá, por exemplo, o MDB. A Federação União Progressista não apenas possui uma capilaridade significativa no estado, mas também concentra 20% do tempo de propaganda eleitoral e dos recursos de campanha, tornando-se um aliado estratégico.
Recentemente, Marcelo Aro participou de uma reunião com os presidentes nacionais do PP, senador Ciro Nogueira, e do União, Antonio Rueda, além das bancadas federais mineiras de ambos os partidos. Durante o encontro, Aro foi cogitado como uma opção para a candidatura ao governo de Minas, o que poderia comprometer a reeleição de Simões. Aro também apresentou a demanda para que a coordenação da Federação União Progressista em Minas, anteriormente prometida ao prefeito Álvaro Damião, seja transferida para ele ou para outro parlamentar envolvido nas articulações da chapa entre o União e o PP. Com o controle da federação, Aro poderia fortalecer sua influência na definição das alianças políticas dos dois partidos em Minas Gerais.
Enquanto isso, o governador Mateus Simões continua confiante de que manterá o apoio da Federação União Progressista em sua coligação, uma vez que conta com o compromisso da maioria dos parlamentares dos dois partidos. No entanto, a situação é delicada para os parlamentares, que se encontram em uma posição difícil, divididos entre a lealdade a Simões e a pressão para apoiar Aro, que está em um confronto direto com Carlos Viana e o PSD. A dinâmica interna dos partidos e a capacidade de Aro de articular alianças serão cruciais para determinar quem sairá fortalecido neste embate político em Minas Gerais.









