A deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, teve sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo oficializada durante um evento realizado na capital paulista nesta quinta-feira (25). Representando o campo progressista, Marina expressou sua honra em acumular os cargos de deputada e pré-candidata, ressaltando a importância de São Paulo como um motor de transformações para o Brasil.
Em seu discurso, a ex-ministra agradeceu ao apoio do ex-prefeito Fernando Haddad, afirmando que as pré-candidaturas do campo progressista resultam de um consenso construído. “Sempre que vocês [imprensa] nos perguntavam em todos os lugares que íamos, eu sempre dizia que estávamos metabolizando nossas decisões e que iríamos estabelecer o que chamo de consenso progressivo. E chegamos ao consenso progressivo”, declarou Marina.
A equipe de campanha, liderada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), também anunciou a ex-ministra Simone Tebet, do PSB, como pré-candidata a outra vaga no Senado, além do ex-ministro Márcio França (PSB), que será vice na chapa de Haddad na disputa pelo governo paulista.
Marina destacou sua trajetória junto a Márcio França durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, relembrando momentos significativos, como a candidatura à presidência de Eduardo Campos em 2014. “Fomos ministros juntos, mas também tivemos uma jornada quando, infelizmente, perdemos o querido Eduardo Campos. Essa relação não é de agora”, afirmou.
A ex-ministra ressaltou a força das candidaturas progressistas, afirmando que ambas têm potencial para representar o estado de São Paulo de forma significativa. “Nós temos aqui duas candidaturas muito potentes. Como já disseram, conhecem o estado de São Paulo. Vão fazer aqui duas frentes de atuação igualmente potentes para levar a mensagem de São Paulo e do Brasil que queremos”, complementou Marina.
Embora não tenha mencionado o governador Tarcísio de Freitas diretamente, Marina criticou o aumento dos feminicídios no estado durante sua gestão. “Estou muito feliz em ter a Simone Tebet como colega nessa jornada. Neste momento de tanta polarização, mentiras e ódio, é preocupante que, de 2022 para cá, o feminicídio aumentou cerca de 35% e as agressões contra vulneráveis em torno de 7%. É muito bom ter duas mulheres neste processo”, defendeu.
Marina também enfatizou a importância simbólica de ter duas mulheres com perfis distintos representando a esquerda na disputa pelo Senado. Ela expressou sua gratidão a São Paulo, onde recebeu atendimento médico essencial durante períodos de grave enfermidade, como malária e hepatite. “Duas mulheres, uma branca e outra preta. Uma mulher do agro e uma mulher que veio da Floresta Amazônica e que, desde 1979, foi abraçada por São Paulo, responsável por ter salvado minha vida três vezes. Minha gratidão é imensa”, concluiu Marina Silva.







