O conselheiro do senador Flávio Bolsonaro (PL), Pablo Marçal (PRTB), classificou como “vergonhosa” e “absurda” a decisão de ampliar até as 19h o prazo para a votação em todo o território nacional neste domingo (25). A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa no QG eleitoral do candidato à Presidência da República.
Segundo Marçal, a determinação teria sido divulgada às 17h04, quando parte das urnas já havia sido fechada. Ele afirmou que a medida não teria sido comunicada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nem aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) dos estados. Para o político, a falta de notificação e o momento em que a decisão foi anunciada poderiam gerar confusão no processo de encerramento da votação.
“Para mim é uma vergonha, um absurdo. A decisão chega às 17 horas e 04 minutos, sem notificação para o Tribunal Superior Eleitoral. Nenhum TRE de nenhum estado. As urnas já estavam fechadas e não tem como abrir urna novamente. Isso é um absurdo, querem criar um caos”, declarou.
Na mesma manifestação, Marçal atribuiu ao PT a defesa de uma narrativa que, segundo ele, buscaria justificar uma eventual derrota nas urnas. O político afirmou que o partido estaria tentando “contemplar alguma fábula para provar que perderam no voto”. A declaração foi feita no contexto da reação à decisão que alterou o prazo de votação em todo o país.
Marçal também acusou o PT de promover um “circo” com o objetivo de apontar a existência de uma suposta mancha no processo eleitoral. A afirmação foi apresentada como uma crítica à forma como o partido estaria tratando a decisão e seus possíveis efeitos sobre a apuração dos votos.
Despacho determina procedimentos para urnas já fechadas
Em despacho, o ministro Cristiano Zanin esclareceu como a determinação deveria ser aplicada nos locais em que o horário de votação havia sido estendido. O magistrado estabeleceu que a decisão deveria ser cumprida nas localidades onde as urnas ainda não tivessem sido fechadas.
O despacho também determinou que, posteriormente, fosse realizada a totalização dos votos nas condições estabelecidas na decisão. Em relação às urnas que já haviam sido fechadas, Zanin afirmou que os votos deveriam ser computados e totalizados conforme os procedimentos anteriormente mencionados.
“Sem prejuízo das apurações necessárias oportunamente e suas consequências jurídicas, determino que a decisão seja cumprida nos locais onde as urnas não foram fechadas, com a posterior totalização dos votos nas condições enunciadas, sendo que, nas urnas que já foram fechadas os votos serão computados e totalizados, nos termos anteriormente mencionados”, afirmou o ministro no documento.
A decisão atendeu a pedidos apresentados tanto pelo PL, partido de Flávio Bolsonaro, quanto pelo PT, legenda de Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar de os dois partidos terem solicitado a medida, Pablo Marçal criticou a forma como a determinação foi anunciada e seus possíveis impactos sobre o encerramento da votação e a totalização dos resultados.







