A análise dos dados referentes às candidaturas às eleições de 2026, disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por meio da plataforma DivulgaCand Contas, revela que a presença de mulheres entre os candidatos aumenta de acordo com o nível de escolaridade, embora os homens permaneçam na maioria em todas as categorias. Essa tendência evidencia uma mudança gradual na representatividade feminina no cenário político brasileiro, especialmente em relação ao avanço na formação acadêmica.
Conforme os números, entre os candidatos que possuem ensino fundamental completo, as mulheres representam aproximadamente 28,12% do total. Essa proporção sobe para 34,20% no grupo de candidatos com ensino médio completo e alcança 35,80% entre aqueles com ensino superior completo. No total, há 12.109 candidatos com formação superior, dos quais 4.335 são mulheres, indicando que, mesmo com o crescimento na participação feminina à medida que a escolaridade aumenta, os homens continuam dominando essa faixa de candidatos.
Apesar do aumento na representatividade feminina com o avanço na escolaridade, os homens ainda representam a maioria em todas as categorias de formação. Essa disparidade reflete, possivelmente, fatores históricos e culturais que influenciam a participação feminina na política, além de questões relacionadas ao acesso e incentivo à educação superior entre mulheres.
Além da questão de gênero, a distribuição das candidaturas também apresenta diferenças regionais significativas. No grupo de candidatos com ensino fundamental completo, o Sudeste concentra a maior parcela, com 40,60% do total, enquanto o Centro-Oeste responde por apenas 10,99%. Essa concentração regional evidencia desigualdades na participação política e na formação educacional entre as regiões do país.
No segmento de candidatos com ensino fundamental incompleto, o Nordeste destaca-se como a região com maior participação proporcional, representando 23,75% do total de candidaturas, enquanto o Sudeste possui 34,89%. Para os candidatos com ensino médio completo, a região Nordeste atinge 28,35%, sua maior participação relativa nesse nível de escolaridade. Por outro lado, o Sul aparece com uma participação de 10,71% nesse grupo, indicando uma distribuição mais concentrada em outras regiões.
Esses dados reforçam o panorama de desigualdades regionais e de gênero na candidatura política brasileira, apontando para uma evolução na presença feminina, especialmente entre os candidatos com maior escolaridade, embora ainda haja um caminho a percorrer para alcançar uma representatividade mais equilibrada. O cenário indica que, à medida que a formação acadêmica avança, há uma tendência de maior participação feminina, mas a predominância masculina permanece evidente em todas as regiões e níveis de instrução.







