O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo de Minas Gerais, deputado federal Patrus Ananias, decidiu cancelar sua presença no tradicional ato político-cultural conhecido como Grito dos Excluídos, realizado nesta segunda-feira, dia 7 de setembro, em Belo Horizonte. A decisão veio em decorrência do falecimento de seu irmão, Márcio José Patrus Ananias, ocorrido no domingo, dia 6 de setembro, fato que motivou o afastamento temporário do candidato de compromissos públicos.
Conforme informações divulgadas por sua assessoria de imprensa, Patrus Ananias optou por não participar do evento como forma de dedicar tempo ao luto e às questões familiares após a perda. Além disso, ele também havia cancelado uma agenda prevista na manhã de ontem, quando participaria de uma atividade promovida pelo Levante Popular da Juventude, no bairro Barro Preto, em Belo Horizonte. A decisão demonstra a prioridade dada pelo candidato às questões pessoais em um momento de dor.
O Grito dos Excluídos, que está em sua 32ª edição, é uma manifestação anual que ocorre desde 1995 no dia da Independência do Brasil. A iniciativa busca oferecer uma contraposição às celebrações oficiais do feriado, promovendo uma mobilização de movimentos sociais, sindicatos, pastorais e entidades civis de diferentes regiões do país. O evento visa destacar as pautas de direitos humanos, justiça social e inclusão, muitas vezes em contraponto às comemorações patrióticas tradicionais.
Este ano, o tema do Grito dos Excluídos é “Na defesa da terra, da paz e da moradia, erguemos a voz: mulheres vivas e soberania”, com o lema permanente “Vida em primeiro lugar”. Entre as principais pautas abordadas na mobilização estão o combate ao feminicídio, o enfrentamento ao déficit habitacional, a reforma agrária e a defesa da soberania nacional. Essas questões refletem as preocupações de diversos setores da sociedade civil, que buscam chamar atenção para desigualdades e injustiças que persistem no país.
A ausência de Patrus Ananias no evento, embora não seja uma surpresa diante do momento pessoal delicado, reforça a importância do Grito dos Excluídos como espaço de expressão de diferentes segmentos sociais e políticos. O ato, tradicionalmente marcado por manifestações e discursos, mantém seu papel de denunciar desigualdades e promover debates sobre temas essenciais à democracia brasileira, mesmo em anos de contextos políticos complexos.
A decisão do candidato também evidencia o impacto que eventos pessoais podem ter na agenda de figuras públicas, especialmente em momentos de luto. Apesar de sua ausência, a mobilização segue com a participação de diversos representantes de movimentos sociais e entidades que continuam a defender as pautas propostas pelo evento, reafirmando sua relevância na agenda política e social do Brasil.








