O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (19) que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) não será candidato ao governo de Minas Gerais. A declaração, dada durante um podcast da Warren Investimentos, confirma que o partido não conseguiu fechar a aliança que faria do parlamentar o nome de Lula no segundo maior colégio eleitoral do país.
Desde que o Palácio do Planalto e o PT passaram a montar os palanques estaduais para outubro, Pacheco era tratado como o favorito do presidente para capitanear a chapa mineira. O próprio senador admitiu ter conversado com Edinho e com a sigla — e, em abril, trocou o PSD pelo PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, num aceno claro ao campo governista. Mas nunca chegou a bater o martelo.
Agora, nos bastidores, a informação é de que Pacheco já sinalizou à cúpula petista que tem outros planos no horizonte. A hipótese de o senador ser indicado a uma vaga no Tribunal de Contas da União ganhou força nas últimas semanas, o que ajuda a explicar o recuo.
Com Pacheco fora do tabuleiro, o nome que lidera as pesquisas de intenção de voto para o Palácio Tiradentes é o do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). Mas o PT também avalia outra alternativa: o empresário Josué Alencar, filho de José Alencar, que foi vice-presidente nos dois mandatos de Lula. Josué se filiou ao PSB mineiro junto com Pacheco, e a direção estadual do partido já levou o nome dele ao presidente.
Até o momento, Rodrigo Pacheco não se pronunciou publicamente sobre a desistência.








