A importância da propaganda eleitoral gratuita veiculada por rádio e televisão permanece significativa na estratégia de campanha, mesmo com o deslocamento do centro de atenção para as redes sociais. Essa evidência se confirma na pré-campanha de Minas Gerais, onde partidos políticos têm realizado intensas negociações para garantir maior tempo de exibição na propaganda eleitoral, fator considerado decisivo na formação da preferência do eleitorado.
Durante o período de pré-campanha, partidos políticos têm se empenhado em consolidar alianças que possam assegurar uma fatia maior do tempo de propaganda no rádio e na televisão, considerados essenciais para ampliar a visibilidade dos candidatos. A disputa pela formação da coligação Federação União Progressista exemplifica essa estratégia, pois reúne as duas maiores bancadas na Câmara dos Deputados, União e Progressistas (PP), responsáveis por 20% do total de tempo destinado às 11 candidaturas ao governo de Minas Gerais. Essas bancadas têm peso relevante na distribuição do tempo de propaganda, dado seu respaldo parlamentar.
Dentre os candidatos, o governador de Minas Gerais, Mateus Simões, do PSD, conseguiu atrair para sua coligação a federação que leva seu nome, garantindo-lhe 30% do tempo de propaganda eleitoral. Já o bloco formado pela Federação PT, composta por PT, PV e PCdoB, além do PSB e da Federação Rede-Psol, terá uma participação de 21%. Outros candidatos, como Flávio Roscoe, do PL, ficarão com 19%, enquanto o senador Cleitinho, do Republicanos, terá 12%. Gabriel Azevedo, do MDB, assegurou 9%, e Alexandre Kalil, do PDT, coligado ao PSDB, terá 8% do total de exibição.
Para os candidatos ao governo de Minas Gerais que não possuem bancada na Câmara, a distribuição do tempo de propaganda é proporcional ao número de deputados federais de suas coligações, totalizando 90% do tempo. Os 10% restantes são repartidos de forma igual entre os 11 candidatos ao cargo de governador, que participam da disputa.
A partir de 28 de agosto, a propaganda eleitoral gratuita será veiculada por rádio e televisão. Para o cargo de governador, serão destinados nove minutos de exibição, divididos em dois blocos às segundas, quartas e sextas-feiras. Além disso, cada candidato terá ainda 14 minutos diários de inserções, que podem ser utilizados de forma distribuída ao longo do dia.
Para o eleitor que não acompanha de perto o debate político, o início da propaganda funciona como um sinal de que o período de escolhas se aproxima, marcando o início oficial do momento de decisão nas urnas. Nesse período, o ambiente de informações se torna mais intenso, pois o conteúdo exibido na televisão e no rádio é amplamente compartilhado nas redes sociais e se torna tema de conversas e discussões entre os eleitores. A primeira semana de veiculação costuma concentrar a maior atenção do público, fator que influencia as tendências de opinião pública e os resultados das pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas Gerais.
Embora o tempo de propaganda seja um elemento importante na campanha, ele não é o único fator que determina o sucesso de um candidato. Outros aspectos, como o carisma, a conexão com as aspirações do eleitor, a qualidade do conteúdo transmitido, a capacidade de formar alianças políticas e o contexto geral da disputa também desempenham papel fundamental na definição do resultado eleitoral.









