O partido Republicanos está em processo de reabertura de negociações com o Partido Liberal (PL) visando a formação de uma possível aliança para a disputa ao governo de Minas Gerais nas próximas eleições. A estratégia contempla a elaboração de uma nova composição de chapa, na qual o senador Cleitinho (Republicanos) seria o candidato à liderança do executivo estadual. O projeto inclui a possibilidade de abrir espaço para os liberais na indicação do vice, com o ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli, sendo considerado um nome potencial. Além disso, há a intenção de deslocar o foco do Republicanos para a candidatura ao Senado, com o nome de Luís Eduardo Falcão, vice na chapa inicialmente apoiada por Cleitinho.
Dentro das alternativas em análise, uma delas prevê uma composição liderada por Vittorio Medioli, com a deputada estadual Lud Falcão (Republicanos) ou Gleidson Azevedo, irmão gêmeo de Cleitinho, como possíveis vices. Essas propostas demonstram o esforço do partido em consolidar uma coligação que integre forças liberais e republicanas, buscando ampliar sua presença na disputa eleitoral mineira.
No entanto, a eventual formação de uma coligação entre PL e Republicanos ainda não conta com o aval do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, de São Paulo. Para que a aliança seja consolidada, as negociações precisarão passar por interlocutores de peso dentro do cenário nacional, incluindo o deputado federal Flávio Bolsonaro e Flávio Roscoe, atual presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). Flávio Roscoe foi anunciado pelo candidato à Presidência da República como o nome do PL para liderar a chapa do partido em Minas, reforçando a estratégia de garantir um palanque próprio para o partido no estado.
Na quarta-feira, 5 de julho, Flávio Bolsonaro anunciou oficialmente a candidatura do PL ao governo de Minas Gerais, apresentando o nome de Flávio Roscoe nas redes sociais. Essa decisão foi uma resposta à crise interna do partido, especialmente após a declaração do senador Cleitinho, membro do Republicanos, de que não tinha condições emocionais para disputar o cargo naquele momento. A declaração gerou uma crise na legenda, que posteriormente foi amenizada com a volta de Cleitinho à disputa, embora o episódio tenha provocado uma reavaliação das estratégias do partido.
O presidente do Republicanos em Minas, deputado federal Euclydes Pettersen, formalizou a posição da legenda ao registrar ata de convenção na qual confirmou a intenção do partido de lançar candidaturas ao governo estadual, ao Senado e à vice-presidência. Apesar dessa definição, a legenda deixou aberta a possibilidade de mudanças até o dia 15 de agosto, prazo final para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral. Nesse período, o partido poderá reconsiderar suas alianças e, inclusive, manter ou alterar o nome de Cleitinho na disputa pelo governo de Minas, dependendo do andamento das negociações e do cenário político até lá.







