O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição pelo PSD, Mateus Simões, participou nesta segunda-feira (17) de uma sabatina promovida pela Itatiaia, na qual abordou seus principais objetivos caso seja reeleito ao cargo de chefe do Executivo estadual. Entre as metas destacadas, Simões enfatizou a necessidade de promover a elevação da renda média dos mineiros, atualmente considerada baixa em comparação com os estados vizinhos, e que, segundo ele, representa um desafio central para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais.
Simões ressaltou que, apesar de Minas possuir a menor taxa de desemprego de sua história, de 3,4%, a segunda mais baixa do Brasil, a renda média dos trabalhadores mineiros ainda está aquém do desejado. Ele explicou que, ao fazer comparações com os estados ao redor, Minas ocupa atualmente a nona posição em renda média no país, ficando atrás de todos os seus vizinhos. Para reverter esse quadro, o governador afirmou que é fundamental investir em infraestrutura adequada, ampliar a formação técnica e criar condições favoráveis para a abertura de empresas. Segundo ele, esses fatores são essenciais para atrair empregos mais qualificados, que, por sua vez, elevam a renda dos trabalhadores, aumentam o consumo, circulam mais recursos na economia e contribuem para uma maior arrecadação de impostos. Essa dinâmica, afirmou, gera um ciclo virtuoso capaz de melhorar a qualidade dos serviços públicos prestados à população.
Simões considerou essa estratégia como a terceira fase de um trabalho que vem realizando ao longo dos últimos sete anos na gestão estadual, que começou como vice-governador na administração de Romeu Zema (Novo). Ele destacou que o foco na elevação da renda é uma prioridade que visa promover o crescimento sustentável de Minas Gerais, com benefícios diretos para a população.
No âmbito da política nacional, Simões também abordou a relação entre o Governo de Minas e o Governo Federal, caso seja reeleito. Como apoiador de Romeu Zema na disputa pelo Palácio do Planalto, Simões demonstrou preferência por Zema ou pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas reforçou a intenção de manter uma postura de diálogo e cooperação independente do resultado da eleição presidencial.
Ele afirmou que sua prioridade é atuar de forma a focar nos interesses de Minas Gerais, minimizando disputas ideológicas e mantendo uma relação institucional e republicana com quem quer que venha a vencer a eleição presidencial. Simões destacou que, mesmo que o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja eleito, continuará negociando e buscando acordos, como já fez anteriormente com o ex-ministro Fernando Haddad, na época responsável pelo Ministério da Fazenda. Segundo ele, a prioridade do governador é discutir as necessidades do estado de Minas Gerais, sem se deixar levar por alinhamentos ideológicos, e sempre buscando o melhor para a população mineira.







