O Brasil registrou um superávit de US$ 9,8 bilhões na balança comercial em junho de 2026, um aumento de 66,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior. As exportações brasileiras totalizaram US$ 36,3 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 26,5 bilhões. A corrente de comércio, que representa a soma das exportações e importações, alcançou US$ 62,8 bilhões, refletindo um crescimento de 20,3% em comparação ao mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (3) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
As exportações de junho apresentaram um crescimento significativo de 24,9% em relação a junho de 2025, sendo impulsionadas principalmente pelo setor de indústria extrativa, que registrou um aumento de 58,4%. A agropecuária também se destacou, com crescimento de 18%, seguido pela indústria de transformação, que teve uma alta de 14,7%. Os principais produtos que contribuíram para esse desempenho positivo incluem óleos brutos de petróleo, minério de ferro, soja, carne bovina e óleos combustíveis.
No que diz respeito às importações, houve um aumento de 14,4% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Esse crescimento foi liderado pela aquisição de veículos de passageiros, medicamentos, componentes eletrônicos e fertilizantes. A expansão das importações reflete uma demanda crescente por produtos essenciais e tecnológicos, que são fundamentais para a manutenção da atividade econômica no país.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, o saldo da balança comercial chegou a US$ 42,4 bilhões. Entre janeiro e junho, as exportações totalizaram US$ 184,8 bilhões, representando um aumento de 11,5% em relação ao mesmo período de 2025. As importações, por sua vez, atingiram US$ 142,4 bilhões, com um avanço de 5,1%. A corrente de comércio no semestre foi de US$ 327,2 bilhões, evidenciando a robustez do comércio exterior brasileiro.
A China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras em junho, registrando um crescimento de 24,4% nas vendas em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Além disso, houve aumentos significativos nas exportações para países como Espanha, Índia, França e Turquia. Entretanto, mercados como Argentina e Malásia apresentaram quedas nas aquisições.
No segmento das importações, o Brasil ampliou suas compras da China, Alemanha, Coreia do Sul e Arábia Saudita. Em contraste, as importações provenientes dos Estados Unidos mostraram uma retração durante o mesmo período.
Esses resultados reafirmam o desempenho positivo do comércio exterior brasileiro em 2026, sustentado principalmente pelo aumento das exportações de commodities e pelo crescimento nas vendas da indústria de transformação. Enquanto isso, o ritmo das importações permaneceu abaixo do crescimento das exportações, o que favoreceu a ampliação do superávit comercial e reforçou a posição do Brasil no comércio global.







