Durante o primeiro confronto direto entre os principais candidatos ao governo de São Paulo nas eleições de 2026, promovido pela TV Band neste domingo, o governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez uma acusação contundente contra o adversário Fernando Haddad (PT). Tarcísio afirmou que Haddad teria dividido o palco com uma mulher que, segundo ele, comandava o tráfico de drogas na Favela do Moinho, localizada na Região Central da capital paulista. A declaração ocorreu no contexto de um debate centrado em questões de segurança pública, tema de forte relevância na campanha eleitoral.
Na ocasião, Tarcísio destacou as ações de sua gestão na área de segurança, citando operações realizadas na Baixada Santista e na própria Favela do Moinho. Segundo ele, o governo paulista teria tomado medidas drásticas na tentativa de combater o crime organizado na região, incluindo uma operação que resultou na desmobilização do tráfico na favela. O governador afirmou que, após essa intervenção, uma traficante que liderava a organização criminosa na Moinho foi presa, e que essa ação demonstra a coragem de sua administração para enfrentar o problema.
Contudo, Tarcísio foi além ao acusar Haddad de ter estado no palco com uma mulher relacionada ao tráfico na mesma operação. Ele afirmou que, após a intervenção policial, houve uma cena em que membros do poder, incluindo o próprio Fernando Haddad, estavam no palco com a traficante, o que, na visão do governador, evidencia uma relação de proximidade que ele considera negativa. Tarcísio destacou ainda que sua gestão tem coragem para resolver problemas de segurança, reforçando sua postura de combate ao crime organizado.
Em resposta, Fernando Haddad reagiu às declarações de Tarcísio, questionando o conhecimento do governador sobre a mulher citada. Haddad negou qualquer proximidade com atividades criminosas e criticou a forma como Tarcísio abordou o tema, chamando a atitude de seu adversário de “deselegante”. Haddad afirmou que, se tivesse conhecimento de alguma traficante, teria tomado providências imediatamente, incluindo a prisão, e que não possui qualquer relação com atividades ilícitas relacionadas à mulher mencionada.
Haddad também aproveitou a oportunidade para criticar a condução da segurança pública no estado de São Paulo, alegando que o atual governo carece de comando efetivo na área. Segundo ele, a gestão estadual não consegue organizar as forças de segurança de forma eficiente, deixando o tema sob uma responsabilidade terceirizada e dificultando uma resposta coordenada ao crime. A discussão reforça o clima de acirramento na campanha eleitoral, evidenciando a polarização e o foco em temas de segurança pública, que têm grande impacto na opinião pública e na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.







