O candidato do PCB ao governo de Minas Gerais, Túlio Lopes, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém uma política econômica alinhada ao neoliberalismo, o que, na avaliação dele, impede o país de realizar as transformações necessárias para o desenvolvimento social e econômico. A declaração foi feita durante uma sabatina concedida à Rádio Itatiaia, na qual Lopes destacou que, apesar de reconhecer avanços democráticos em comparação com os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, o atual governo apresenta deficiências na condução econômica.
Lopes ressaltou que, do ponto de vista democrático, o governo Lula possui aspectos positivos, sobretudo em relação ao retrocesso percebido nos governos anteriores, mas criticou a manutenção de uma política econômica que, segundo ele, não promove mudanças substantivas. Ele destacou que a equipe econômica do governo, vinculada ao vice-presidente Geraldo Alckmin, defende uma postura que, na visão do candidato, é contrária aos ideais de esquerda, adotando uma orientação neoliberal. Lopes também questionou a postura do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apontando que sua perspectiva social-liberal é contraditória com as necessidades de uma política mais voltada à justiça social.
Segundo Lopes, o principal equívoco do governo Lula reside na sua política econômica, marcada por juros altos e pela manutenção de elementos do neoliberalismo. Ele afirmou que essa postura impede avanços importantes na redução de desigualdades e na implementação de políticas públicas mais robustas. A crítica ao modelo econômico atual é parte de uma visão mais ampla de que o Brasil precisa de uma mudança de paradigma para promover crescimento sustentável e inclusão social.
O candidato do PCB também abordou suas propostas para uma eventual gestão no Executivo mineiro, mesmo sem a maioria na Assembleia Legislativa. Lopes declarou que, caso seja eleito, buscaria estabelecer diálogo e união com os trabalhadores e a sociedade civil, defendendo uma aliança social que priorize as pautas de interesse popular. Ele reforçou a importância de ouvir o povo trabalhador de Minas Gerais e de que os partidos políticos devem atuar como representantes da sociedade, promovendo uma gestão mais participativa e voltada às necessidades da população.
Lopes também criticou duramente a administração do atual governador Romeu Zema (Novo), acusando o governo de Minas de ter sido ultraliberal e de ter tentado destruir os serviços públicos estaduais. Segundo ele, essa postura prejudicou a estrutura do Estado, que teria sofrido com a tentativa de privatizações e de desmonte de políticas públicas essenciais. Lopes defendeu que o fortalecimento do Estado deve passar pelo controle dos trabalhadores e pelo investimento em políticas públicas estruturantes, como mobilidade urbana, ciência e tecnologia, esporte e cultura, setores considerados fundamentais para o desenvolvimento sustentável de Minas Gerais.








