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Zema defende privatização da Petrobras e questiona medidas coercitivas na vacinação e na saúde mental de pessoas em situação de rua

05/09/2026
Em Politica
Tempo de leitura:2 minutos de leitura
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O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta sexta-feira (4) durante participação em sabatina promovida pela CNN Brasil que defende a privatização da Petrobras, propondo sua divisão em várias empresas para estimular a concorrência e beneficiar o consumidor. Zema sugeriu que a estatal, atualmente lucrativa, poderia ser fatiada em três, quatro ou cinco partes, de modo a promover maior competição no setor petrolífero e, assim, impulsionar o crescimento econômico do Brasil. Segundo ele, essa estratégia, se realizada de forma adequada, poderia gerar uma arrecadação superior ao valor que a Petrobras atualmente paga em dividendos, contribuindo para o desenvolvimento do país.

Durante a entrevista, Zema reforçou sua visão de que empresas privadas, como as do setor de alimentos — que ele destacou como exemplos de sucesso — são responsáveis pelo maior impacto positivo na economia brasileira, ao contrário das estatais. Ele afirmou que o Brasil, atualmente, é o país mais bem-sucedido na produção de alimentos, ressaltando que não há necessidade de manter empresas estatais em setores que funcionam bem sob administração privada.

No campo da saúde pública, o ex-governador manifestou-se favorável à vacinação, porém se posicionou contra a imposição de medidas coercitivas para quem decide não se vacinar. Ele justificou que, na sua visão, a obrigatoriedade da vacinação deveria ser aplicada apenas a beneficiários de programas sociais, como o Bolsa Família, semelhante às obrigatoriedades de frequência escolar e conclusão do ensino médio. Zema afirmou que não levaria alguém à força para se vacinar, questionando a possibilidade de obrigar um estudante que não frequenta escola pública a receber a vacina, e sugeriu que quem recusar a vacinação sob benefício social deveria procurar um advogado.

Zema também abordou a questão da saúde mental e da população em situação de rua, defendendo a retirada à força de indivíduos que negarem tratamento psiquiátrico ou se recusarem a ir para centros de acolhimento, alegando que esses grupos estão contribuindo para a degradação urbana. Segundo ele, há uma oportunidade de melhorar as condições das grandes cidades, que estão se transformando em locais de criminalidade, lixo e degradação social, por meio de ações mais incisivas. O ex-governador afirmou que pessoas em situação de rua vivem de forma semelhante a animais e que muitas não têm capacidade de superar sua condição por conta própria, defendendo ações de intervenção mais assertivas, incluindo a internação compulsória de dependentes químicos e indivíduos com transtornos mentais, mesmo contra sua vontade.

No âmbito político, Zema reforçou seu compromisso com a transparência na investigação do Caso Master e de envolvidos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, afirmando que quem estiver ligado à direita também deve ser punido. Ele ressaltou a necessidade de uma apuração reservada, levantando suspeitas sobre possíveis enganos por parte de Vorcaro, e destacou a importância de responsabilizar todos os envolvidos.

Por fim, o ex-governador atribuiu os altos juros praticados no Brasil ao desequilíbrio das contas públicas e ao chamado “Custo Brasil”, afirmando que o país paga as taxas de juros mais caras do mundo. Ele declarou que, caso seja eleito presidente, pretende atacar os gastos públicos para reduzir a taxa de juros para cerca de 6%, considerando que o principal problema financeiro da população brasileira é o elevado gasto do governo.

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