A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quarta-feira, 14 de novembro, a suspensão definitiva da comercialização, fabricação, importação, divulgação e uso de diversos produtos relacionados à perda de peso e desintoxicação, comercializados por meio de plataformas online. A medida, publicada no Diário Oficial da União, visa coibir a circulação de itens que não possuem comprovação de segurança, eficácia ou regularidade junto às autoridades regulatórias.
A resolução abrange produtos comercializados em sites como Zyntrashop, ZPHC Store, Peptídeos do Brasil e Oxygen KWP Pharma Brasil, incluindo as chamadas canetas emagrecedoras, com substâncias como retatrutida e tirzepatida. Entre os produtos citados estão as canetas Retatrutide 60 mg, Tirzepatide 75 mg, além de outros formatos, como Retatrutide 120 mg e Tirzepatide 150 mg. Também estão incluídos medicamentos com nomes comerciais como Retagen 40 mg, à base de retatrutida, cuja comercialização é proibida devido à ausência de registro sanitário.
A Anvisa destacou que a substância retatrutida ainda não possui registro sanitário em qualquer país, e que a empresa responsável por seu desenvolvimento não solicitou autorização às autoridades brasileiras nem a órgãos reguladores internacionais. Dessa forma, a fabricação, importação, distribuição, divulgação ou uso dessas substâncias e produtos relacionados estão proibidos, independentemente do site onde sejam anunciados.
Além das canetas, a resolução também atinge produtos comercializados sob a marca Liberty Pharma, incluindo NAD+, GHK-Cu, retatrutida e tirzepatida, além de Glow GHK-Cu. Esses itens são comercializados por uma empresa de origem desconhecida, o que reforça a preocupação da agência quanto à procedência e segurança dos produtos.
A medida inclui ainda produtos voltados à desintoxicação e tratamentos naturais, fabricados pela empresa Cris Barden Naturopatia Ltda. Segundo a Anvisa, esses itens não possuem registro, notificação ou cadastro sanitário e são promovidos com alegações terapêuticas que indicam ações antifúngicas, antimicrobianas, anti-inflamatórias, além de promessas de alívio de dores, desparasitação, fortalecimento do sistema imunológico e desintoxicação. Entre eles estão kits detox, compostos emagrecedores, carvão ativado vegetal da casca do coco, ouro coloidal e prata coloidal.
A agência reforça que as alegações associadas a esses produtos indicam finalidades que se assemelham às de medicamentos, o que exige o cumprimento de regras sanitárias específicas. Assim, a resolução proíbe a fabricação, importação, distribuição, divulgação e uso de tais itens, com o objetivo de proteger a saúde pública e evitar que produtos sem comprovação de segurança continuem acessíveis à população.
A recomendação da Anvisa é que consumidores consultem as determinações oficiais antes de adquirir ou utilizar qualquer produto relacionado às categorias citadas. A lista completa dos itens proibidos está disponível no Diário Oficial da União, onde a resolução detalha as ações adotadas pela agência.








