Uma pesquisa conduzida pelo Ipsos-Ipec, a pedido da Pfizer, revelou que 79% das gestantes brasileiras entrevistadas apresentam pelo menos uma dúvida ou percepção equivocada em relação à vacinação durante a gravidez. O levantamento, realizado de 13 a 28 de julho de 2026, envolveu mulheres entre 18 e 45 anos de todas as regiões do país, que responderam a perguntas sobre a indicação de imunizantes e os benefícios da vacinação tanto para a mãe quanto para o bebê. Os resultados indicam que apenas 13% das participantes responderam corretamente todas as afirmações relacionadas ao tema, demonstrando um nível considerável de desinformação ou dúvidas nesse grupo.
O estudo também destacou um baixo conhecimento acerca de formas de prevenção contra o vírus sincicial respiratório (VSR), uma das principais causas de bronquiolite em crianças menores de dois anos. Quatro em cada dez gestantes não sabiam da existência de imunizações contra o VSR disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar de essa falta de informação, houve uma melhora significativa no reconhecimento do vírus: a porcentagem de gestantes que já tinham ouvido falar ou conheciam o VSR aumentou de 58% em 2024 para 70% em 2026. Além disso, a preocupação com a bronquiolite cresceu, sendo citada por 60% das entrevistadas como uma das doenças infectocontagiosas que mais preocupam, ante 40% na pesquisa anterior.
No que diz respeito ao conhecimento sobre a vacinação na gravidez, houve avanços, embora ainda exista uma parcela significativa de gestantes que não compreende completamente os benefícios da imunização materna. O Ministério da Saúde disponibiliza a vacina contra o VSR no SUS em dose única a partir da 28ª semana de gestação. Essa vacinação estimula a produção de anticorpos na mãe, que são transferidos para o bebê através da placenta, oferecendo proteção contra doenças graves e internações nos primeiros seis meses de vida. Segundo Adriana Ribeiro, diretora médica da Pfizer Brasil, essa transferência de anticorpos é fundamental para a proteção do recém-nascido.
O levantamento também revelou que o médico responsável pelo pré-natal é considerado a principal fonte de informação por 77% das gestantes. Entre aquelas que receberam recomendação para se vacinar, 96% afirmaram que seguem ou pretendem seguir a orientação médica. Ainda assim, a vacinação aparece com menor destaque nas consultas em relação a outros temas, como exames de rotina, sintomas da gestação e parto. Após serem informadas sobre a disponibilidade da vacina contra o VSR no SUS, 89% das entrevistadas disseram que com certeza ou provavelmente tomariam o imunizante durante a gravidez, demonstrando uma alta disposição para a vacinação quando informadas adequadamente.
Esses dados evidenciam a necessidade de ampliar a divulgação e o esclarecimento sobre a importância da vacinação na gestação, especialmente em relação à proteção contra o VSR, que pode causar doenças graves em recém-nascidos. A pesquisa reforça o papel fundamental dos profissionais de saúde na orientação das gestantes e aponta para a importância de estratégias de comunicação que possam reduzir as dúvidas e aumentar a adesão às imunizações recomendadas.









