Estreado nesta quinta-feira, 27 de agosto, o filme “Ponto Sem Retorno” apresenta uma previsão sombria para o futuro da humanidade, projetando um cenário de desastre e desolação para os próximos dez anos. A produção, dirigida por Ridley Scott, é baseada no livro distópico “Na Companhia das Estrelas” e retrata um futuro apocalíptico ambientado em 2035, marcado por uma pandemia de gripe que devastou grande parte da população mundial.
No enredo, a narrativa se passa em um período em que a maior parte das cidades está completamente deserta e sem sinais de vida humana, indicando que a pandemia que dizimou a humanidade ocorreu anos antes, entre 2026 e 2027. A trama retrata um mundo onde a maioria dos sobreviventes vive isolada em regiões remotas, tentando escapar do impacto de uma crise sanitária de proporções globais. A pandemia, segundo a narrativa, teria sido desencadeada por um vírus altamente mortal, semelhante ao Nipah, que possui uma taxa de mortalidade que pode chegar a até 75%. A história remete às dificuldades enfrentadas durante a pandemia de Covid-19, mas em uma escala muito maior de mortalidade e destruição.
Especialistas e órgãos internacionais alertam que o cenário retratado no filme não é meramente ficcional. De acordo com o Conselho Global de Monitoramento da Preparação, o mundo atual não está devidamente preparado para enfrentar futuras pandemias de grande escala. Dados divulgados na Assembleia Mundial da Saúde reforçam essa preocupação, indicando que surtos de doenças infecciosas têm se tornado mais frequentes e mais difíceis de controlar ao longo dos anos. Essas crises não apenas sobrecarregam os sistemas de saúde, mas também deixam efeitos duradouros na economia, na política e na estrutura social dos países.
O relatório destaca que a complexidade de uma possível nova pandemia seria maior do que as enfrentadas anteriormente, devido à maior fragmentação entre as nações, ao aumento do endividamento global e às dificuldades de coordenação internacional. Essas condições dificultariam a implementação de respostas rápidas e eficazes, agravando ainda mais o impacto de uma crise sanitária de grande magnitude.
No filme, o protagonista Hig, interpretado por Jacob Elordi, é um piloto viúvo que vive isolado em um hangar de aviação abandonado no Colorado, compartilhando o espaço apenas com seu cachorro e um ex-fuzileiro naval armado, chamado Bangley, interpretado por Josh Brolin. A história se desenrola quando Hig ouve uma transmissão de rádio de origem desconhecida, o que reacende sua esperança de que exista vida além do perímetro controlado em que vive. Motivado por essa esperança, ele decide embarcar em uma perigosa jornada aérea na tentativa de encontrar outros sobreviventes, enfrentando os riscos de um mundo devastado pela pandemia.
A produção de Ridley Scott reforça a preocupação global com a vulnerabilidade diante de crises sanitárias e serve como um alerta para a necessidade de maior preparação e cooperação internacional para evitar que cenários como o retratado no filme se tornem realidade nos próximos anos.








