O rapper e empresário Sean “Diddy” Combs foi transferido para uma Unidade de Alojamento Especial na penitenciária federal de Fort Dix, localizada em Nova Jersey, nos Estados Unidos, após denúncias de que estaria recebendo privilégios indevidos enquanto cumpria sua pena de prisão. A mudança ocorreu na última semana, após relatos de outros detentos que dividem o setor com ele indicarem supostas regalias concedidas ao artista durante o período de reclusão, o que levantou suspeitas e gerou repercussão no sistema penitenciário norte-americano.
Segundo informações divulgadas na terça-feira, 29 de setembro, por uma reportagem da NBC News, quatro presos que compartilham o mesmo setor de Diddy relataram que o artista estaria recebendo tratamento diferenciado. Entre as alegações, estão atividades de assistência pessoal, como lavagem de roupas, arrumação de sua cama, preparação de refeições e limpeza de banheiros e chuveiros, tarefas que normalmente não são realizadas por presos comuns. Essas ações, segundo os relatos, seriam facilitadas por pessoas externas à prisão, que depositaram milhares de dólares nas contas de detentos, usadas para compras na cantina do estabelecimento.
As denúncias também apontam que Diddy teria acesso a refeições sofisticadas, massagens no estilo chinês, bebidas alcoólicas e medicamentos obtidos de forma irregular dentro da penitenciária. Além disso, dois detentos afirmaram que o rapper teria acesso a um tablet desbloqueado, no qual assistiria a filmes, documentários, incluindo produções relacionadas ao seu próprio caso, além de possuir um celular clandestino. Outros relatos indicam que ele teria visto fotos íntimas de uma ex-namorada, o que reforça a suspeita de contrabando de objetos proibidos.
Apesar das denúncias, o Departamento Federal de Prisões dos Estados Unidos (Bureau of Prisons) não confirmou individualmente as alegações relacionadas a Diddy. Em nota, a instituição reconheceu que a entrada de celulares e drogas contrabandeados constitui um problema recorrente no sistema penitenciário, mas não comentou especificamente o caso do rapper. A equipe de Diddy, por sua vez, contestou as acusações e afirmou que ele está cumprindo sua pena de acordo com as regras estabelecidas pela administração prisional.
Diddy foi condenado a 50 meses de prisão por transportar pessoas entre diferentes estados com o objetivo de participar de atividades de prostituição. De acordo com registros do sistema penitenciário federal, a previsão de sua saída é para 21 de janeiro de 2028. Essa não é a primeira vez que o artista é colocado em uma área de isolamento durante sua detenção. Em julho, ele já havia sido separado dos demais presos após uma briga com outro detento, situação que voltou a se repetir na atual transferência.
A nova mudança ocorre em um momento de maior atenção às denúncias de privilégios e contrabando dentro da prisão, reforçando a preocupação com a integridade do sistema penitenciário e a igualdade de tratamento entre os detentos. As investigações continuam, e o caso de Diddy permanece sob análise das autoridades, que buscam apurar as alegações de forma detalhada.









