O episódio envolvendo uma troca de opiniões entre o carnavalesco Milton Cunha e a apresentadora Blogueirinha ocorreu durante o programa “Blogueirinha Entrevista”, transmitido pelo canal Multishow e pelo Globoplay. A discussão centrou-se na alegação de Pabllo Vittar de ser pioneira em certos aspectos do Carnaval, o que gerou uma reação contundente de Milton Cunha, que afirmou estar ao lado da artista no momento da declaração e garantiu que ela não conhece a história do Carnaval de forma adequada. A controvérsia se intensificou quando Blogueirinha tentou corrigir Milton, esclarecendo que Pabllo Vittar é drag, e não trans, como o carnavalesco havia mencionado.
De acordo com Milton Cunha, Pabllo teria declarado ser “a primeira trans” a desfilar em um carro alegórico e a ganhar destaque em uma grande escola de samba. O carnavalesco contestou essa afirmação, afirmando que estava presente e ouvira a declaração, e que a própria artista negou posteriormente. A apresentadora, por sua vez, reforçou que Pabllo nunca faria tal afirmação, insistindo que ela é drag e não trans, o que levou Milton a manter sua versão, alegando que esteve ao lado da cantora no momento.
A discussão também abordou o tema do reconhecimento de nomes históricos do Carnaval e da comunidade LGBTQ+, com Milton Cunha argumentando que Pabllo Vittar, ao reivindicar pioneirismo, teria deixado de reconhecer nomes como Rogéria, Valéria, Heloína e Jane de Castro, artistas que abriram caminhos há décadas e lutaram por representatividade. Após alguma insistência, Blogueirinha acabou admitindo que Pabllo teria feito a declaração, mas a conversa não se encerrou aí.
Na sequência, a apresentadora soltou uma crítica mais direta à cantora, chamando-a de “folgada”, e citou uma outra ocasião em que Pabllo teria sido apontada como a primeira drag a receber uma determinada nomeação. Para ilustrar seu ponto, ela mencionou a cantora americana Chappell Roan como contraponto, reforçando a discussão sobre o pioneirismo e o reconhecimento de artistas LGBTQ+ no cenário artístico.
O debate evidenciou as diferentes perspectivas sobre o papel de Pabllo Vittar na história do Carnaval e na representatividade LGBTQ+, além de refletir sobre o reconhecimento de artistas que abriram caminho antes dela. O episódio também destacou a tensão existente entre a reivindicação de pioneirismo por figuras atuais e o reconhecimento de nomes que contribuíram para a luta por espaço e visibilidade ao longo de décadas.









