Apesar de estar disputando uma semifinal de Copa Sul-Americana, o Montevideo City Torque, clube uruguaio relativamente novo, ainda mantém uma base de torcedores modesta no Uruguai. Nesta quarta-feira, dia 21 de outubro, ao redor do estádio Centenário, em Montevidéu, alguns torcedores do clube conversaram com a reportagem de O TEMPO Sports para explicar as razões por trás da baixa adesão popular e compartilhar suas expectativas para o confronto contra o Atlético, válido pelo jogo de volta da semifinal da competição continental.
Cesar Rizzo, de 52 anos, torcedor do Torque, destacou que a juventude do clube é um fator que influencia na sua atual popularidade. Ele explicou que, por ser uma equipe fundada há poucos anos, o clube ainda não conquistou uma grande base de torcedores na capital uruguaia. Rizzo ressaltou que o clube já passou por altos e baixos, incluindo uma passagem pela elite do futebol uruguaio, uma queda e posterior reestruturação, o que contribui para sua atual fase de consolidação. Segundo ele, a preferência dos torcedores locais ainda se concentra nos clubes tradicionais, como Nacional e Peñarol, que dominam o cenário futebolístico do país há décadas.
A relação do Torque com os torcedores de Nacional e Peñarol é um aspecto particular que marca a dinâmica do clube. Enquanto os dois gigantes tradicionais concentram a maior parte dos apoiadores na capital, o clube mais jovem busca ampliar sua base de fãs, especialmente durante jogos importantes como o desta noite contra o Atlético. Para isso, o clube aposta na realização de partidas de alto nível, que possam atrair mais público ao estádio e fortalecer sua presença no cenário esportivo uruguaio.
Entre os torcedores que demonstraram apoio ao Torque, destaca-se Beatriz, que começou a acompanhar o clube motivada pelo envolvimento de seu filho, que trabalha na equipe há quase uma década. Apesar de sua ligação familiar, ela expressou entusiasmo pelo potencial do clube na competição continental. “Torço pelo Torque porque meu filho trabalha no clube há quase dez anos, mas o clube sempre me encantou. Tenho esperança de que vamos conseguir virar o jogo. É uma grande equipe, com um elenco de qualidade. Acredito que vamos marcar três gols e levar a decisão às penalidades”, afirmou Beatriz.
Cesar Rizzo também manifestou otimismo em relação às chances do clube, mesmo reconhecendo que a equipe atravessa um momento de dificuldades recentes. Ele destacou que, apesar de um desempenho abaixo do esperado nas últimas rodadas, a equipe possui raça e força para buscar a classificação. Rizzo acredita na capacidade do elenco de reverter a desvantagem, apostando que o Torque poderá conquistar a vitória nos pênaltis, caso o resultado não seja favorável dentro do tempo regulamentar.
O confronto entre Montevideo City Torque e Atlético ocorre nesta quarta-feira, às 21h, no estádio Centenário, em Montevidéu. Para avançar diretamente à final da competição, o clube uruguaio precisa vencer o adversário por pelo menos quatro gols de diferença. Uma vitória por três gols de diferença levará a decisão para os pênaltis, aumentando a expectativa de uma disputa equilibrada. O vencedor do duelo enfrentará o Boca Juniors, da Argentina, na final, marcada para 21 de novembro na cidade colombiana de Barranquilla. O Boca Juniors garantiu sua vaga na decisão ao eliminar o Vasco, do Brasil, com uma vitória de 3 a 1 no Maracanã, na última terça-feira.









