A família de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, vive um momento de profunda tristeza após a confirmação de sua morte, ocorrida nesta quarta-feira (21/10) em uma área de mata no município de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A jovem foi encontrada sem vida após estar desaparecida há mais de duas semanas, desde o último dia 9 de outubro, quando foi vista pela última vez saindo de um bar localizado no bairro Bom Jesus.
A notícia da localização do corpo foi confirmada por fontes ligadas às investigações, que indicam que o cadáver foi encontrado enterrado em uma região de vegetação densa na zona rural do município. Segundo informações preliminares, a vítima foi reconhecida oficialmente após perícia e exames de necropsia realizados no Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette, em Belo Horizonte. Os trabalhos periciais tiveram início no local onde o corpo foi localizado, buscando coletar evidências que possam esclarecer as circunstâncias do falecimento.
A investigação da Polícia Civil avançou rapidamente após a descoberta do corpo. Dois suspeitos foram presos na noite desta quarta-feira: o ex-companheiro de Beatriz e a atual parceira dele. De acordo com os investigadores, a mulher confessou, de forma extraoficial, sua participação no crime, embora detalhes específicos da declaração não tenham sido divulgados até o momento. Ambos os suspeitos serão conduzidos ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) para prestar depoimento e esclarecer o envolvimento no desaparecimento e na morte da jovem.
Beatriz Vitória estava desaparecida desde o dia 9 de outubro, quando foi vista pela última vez ao deixar um estabelecimento comercial no bairro Bom Jesus, na zona sul de Belo Horizonte. Desde então, familiares e amigos iniciaram buscas e mobilizações para localizar a jovem, que não retornou para casa e cujo paradeiro permanecia desconhecido até a confirmação do corpo.
A irmã de Beatriz, Geovana Luiza, de 24 anos, manifestou seu pesar nas redes sociais, expressando a dor da família e clamando por justiça. Ela descreveu o sentimento de perda como uma “tristeza profunda” e reforçou o apelo por um ambiente mais seguro para todas as mulheres. Em sua mensagem, Geovana destacou a memória de Beatriz, dizendo que ela será sempre lembrada com amor, carinho e saudade, reforçando a dor de uma vida interrompida de forma violenta.
O caso ganhou repercussão na região e trouxe à tona o alerta para o crescente número de desaparecimentos de mulheres em Minas Gerais, que registra cerca de 27 casos por dia, segundo dados de órgãos de segurança pública. A situação reforça a necessidade de ações de prevenção e investigação eficazes para combater a violência e garantir a segurança das mulheres na região.
A Polícia Civil continua as investigações para esclarecer as motivações e as circunstâncias exatas da morte de Beatriz Vitória, bem como para identificar possíveis responsáveis por outros atos relacionados ao crime. A sociedade aguarda desfecho do caso, que reforça a urgência de medidas que promovam maior proteção às vítimas de violência e seus familiares.








