O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta quarta-feira que passará a fazer parte do grupo de apoio denominado “Exército do Lula”, uma iniciativa criada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). O grupo, que atualmente conta com aproximadamente 7 milhões de seguidores, é uma plataforma de mobilização digital voltada ao apoio à candidatura de Lula. Segundo o próprio presidente, a adesão ao grupo ocorrerá por meio de um celular doado pelo governador do Piauí, e ele estima que o número de seguidores no grupo possa alcançar 10 milhões até a próxima quinta-feira, dia 22 de outubro.
Durante ato de campanha realizado em Belo Horizonte, Lula também abordou temas relacionados às eleições presidenciais que ocorrerão neste domingo, dia 25 de outubro. Em seu discurso, afirmou que, embora as pessoas tenham o direito de não votar nele, não podem apoiar candidatos ligados ao crime organizado, reforçando sua postura de combate à criminalidade e às milícias. Lula destacou a preocupação com a possibilidade de o crime organizado obter influência no governo, afirmando que “não é possível que alguém queira colocar o crime organizado dentro do Palácio do Planalto”.
No evento, realizado entre as praças Rui Barbosa e Raul Soares, Lula também aproveitou para falar sobre as propostas de seu governo, incluindo medidas de benefício social e melhorias na mobilidade urbana. Entre elas, destacou a intenção de oferecer transporte gratuito aos finais de semana, uma política de tarifa zero em ônibus, que pretende implementar caso seja reeleito. O presidente afirmou que, após a vitória no segundo turno, pretende avançar com ações que beneficiem a população, incluindo a ampliação de direitos sociais e melhorias na qualidade de vida.
Além das questões domésticas, Lula comentou sobre a preparação para o debate na TV Globo, marcado para a sexta-feira, dia 23 de outubro. Ele revelou que, apesar de sua experiência em diálogos com líderes internacionais — incluindo ex-presidentes dos Estados Unidos como Barack Obama, Donald Trump e Bill Clinton, além de presidentes da China, Rússia e Alemanha —, sente-se desconfortável ao discutir com adversários considerados por ele como ligados ao crime organizado, referindo-se ao seu oponente no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro.
Ao final de sua caminhada pelas ruas de Belo Horizonte, Lula agradeceu aos eleitores mineiros e pediu que os apoiadores auxiliem na mobilização de pessoas com dificuldades de locomoção e idosos, incentivando a participação no processo eleitoral. Em seu discurso, reforçou a mensagem de que a vida não termina aos 70 anos, mas que ela pode se renovar aos 80, numa fala que buscou transmitir otimismo e determinação para seus apoiadores.







