Um bebê de 11 meses foi socorrido por policiais militares depois de se engasgar na tarde da última terça-feira (3/11), no bairro São Paulo, em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. A criança apresentava sinais graves de falta de oxigenação: estava desacordada, com o corpo flácido, a pele arroxeada e dificuldades para respirar. O atendimento realizado pelos militares foi registrado por uma câmera de segurança.
Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), moradores identificaram que o menino precisava de ajuda e começaram a buscar socorro. No momento da ocorrência, uma equipe do Tático Móvel fazia patrulhamento preventivo pelas proximidades. Os policiais foram abordados por pessoas que acompanhavam a situação e receberam a informação de que o bebê havia se engasgado.
Os moradores relataram à guarnição que a criança não conseguia respirar e aparentava estar inconsciente. Diante da gravidade do quadro, os militares se deslocaram imediatamente até o ponto indicado. A prioridade foi verificar as condições do bebê e iniciar os procedimentos de primeiros socorros antes do encaminhamento para uma unidade hospitalar.
O terceiro-sargento Alexandre avaliou a criança e constatou sinais evidentes de comprometimento da respiração. Conforme a PMMG, o menino estava desacordado, com o corpo sem firmeza e apresentava coloração arroxeada, sintomas associados à ausência ou à redução da oxigenação. O policial iniciou os procedimentos para tentar liberar as vias respiratórias e aplicou a manobra de Heimlich.
A intervenção provocou uma reação no bebê. De acordo com a Polícia Militar, ele expeliu um líquido pela boca e voltou a respirar, mas ainda apresentava muita dificuldade. Embora a retomada da respiração tenha representado uma melhora inicial, a criança continuava em uma condição que exigia atendimento médico urgente.
Para reduzir o tempo de deslocamento até o Hospital Municipal de Governador Valadares, a equipe recebeu o apoio de militares do motopatrulhamento. Os motociclistas atuaram como batedores e ajudaram a liberar o trânsito durante o trajeto. A medida permitiu que a viatura avançasse com mais rapidez em direção à unidade de saúde, onde o bebê deveria receber atendimento especializado.
Durante o caminho, o cabo Epifânio continuou prestando suporte à criança dentro da viatura. Segundo a PM, o policial realizou massagem cardíaca e respiração artificial enquanto o deslocamento era feito. Os procedimentos foram mantidos até a chegada ao hospital, onde o menino poderia ser avaliado e receber as medidas de emergência necessárias.
Assim que chegaram ao Hospital Municipal, os policiais entregaram o bebê à equipe médica. Os profissionais da unidade deram continuidade ao atendimento de emergência. Os militares permaneceram no local durante esse período e também ofereceram apoio à mãe da criança, que estava desesperada com o estado de saúde do filho.
Após os cuidados médicos, o bebê apresentou melhora significativa. Ele recuperou a consciência e teve o quadro clínico estabilizado, permanecendo sob acompanhamento da equipe do hospital. A ação dos policiais garantiu o atendimento inicial durante o período crítico, desde o momento em que a criança foi encontrada até a chegada à unidade de saúde.







