A senadora Tereza Cristina (PP-MS) pretende conversar com o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a eleição para a Presidência do Senado Federal. O encontro poderá ocorrer caso o Supremo Tribunal Federal (STF) autorize a visita solicitada pela defesa de Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. O pedido também inclui o senador Rogério Marinho (PL-RN) e foi apresentado na manhã desta quinta-feira (5).
Segundo Tereza Cristina, a conversa seria uma oportunidade para expor ao ex-presidente sua avaliação sobre o cenário da disputa e os objetivos que devem orientar a atuação da oposição na eleição. A senadora afirmou que já havia pedido anteriormente autorização para visitar Bolsonaro e considerou positiva a possibilidade de o requerimento ser novamente encaminhado ao Supremo.
Ex-ministra do governo Bolsonaro e amiga do ex-presidente, Tereza Cristina disse que pretende explicar pessoalmente sua leitura sobre a sucessão no comando da Casa. Para ela, a visita permitiria discutir tanto as candidaturas colocadas até o momento quanto a estratégia a ser adotada pelos parlamentares alinhados politicamente ao antigo governo.
Rogério Marinho também colocou seu nome na disputa pela Presidência do Senado. Apesar de os dois senadores aparecerem associados, neste momento, a candidaturas diferentes para o mesmo cargo, Marinho sustenta que mantém alinhamento político com Tereza Cristina. De acordo com ele, ambos trabalham em defesa dos interesses do Brasil.
A eleição ocorre em um ambiente que inclui ainda a candidatura do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição. A presença de nomes de grupos distintos amplia a disputa e torna relevante a definição de qual parlamentar deverá receber o apoio da oposição para representar esse campo na votação.
Senadores admitem acordo antes da votação
Tereza Cristina afirmou que sua candidatura e a de Rogério Marinho não precisam resultar em um confronto definitivo. Na avaliação da senadora, os dois devem se reunir para discutir o cenário e tentar construir um entendimento sobre quem terá melhores condições de representar a oposição na disputa pelo comando do Senado.
A definição, segundo ela, deve ocorrer mais perto da votação, após uma análise conjunta das circunstâncias da eleição. A parlamentar defendeu que o processo seja conduzido com maturidade e responsabilidade, especialmente por causa das pautas defendidas pelos dois senadores.
Ao comentar a necessidade de entendimento, Tereza Cristina ressaltou que a escolha não deve levar ao enfraquecimento institucional do Senado. A senadora afirmou que os parlamentares precisam preservar a relevância da Casa e manter o foco em temas considerados importantes para o país, evitando que a disputa interna reduza a capacidade de atuação do Legislativo.
A eventual reunião com Bolsonaro também poderá servir para que Tereza Cristina e Rogério Marinho apresentem ao ex-presidente suas respectivas avaliações sobre a eleição. A solicitação, no entanto, ainda depende de decisão do STF, responsável por analisar pedidos de visita relacionados ao cumprimento da prisão domiciliar em Brasília.
Até o momento, os dois senadores mantêm publicamente suas candidaturas à Presidência do Senado. Ao mesmo tempo, ambos admitem a possibilidade de um acordo para impedir a divisão dos parlamentares ligados à oposição. A escolha do nome que deverá representar esse grupo deverá ser resultado de uma negociação entre Tereza Cristina e Rogério Marinho antes da votação.






